Itaiópolis viveu dias de insegurança. Uma sequência de furtos tem deixado a população em alerta, gerando revolta e preocupação entre os moradores. Somente nos últimos dias, uma série de crimes foi registrada em diferentes pontos da cidade, expondo a fragilidade da segurança pública e a ousadia dos criminosos.
Na tarde de 27 de março, um idoso de 82 anos teve sua tranquilidade interrompida ao descobrir que um ladrão levou um rastelo novo de sua propriedade, na Rua Costa Carvalho. O criminoso foi visto por uma vizinha, mas a impunidade prevaleceu. Um simples rastelo, mas um grande sentimento de impotência para a vítima, que confiava na segurança de sua casa.
No mesmo dia, por volta das 23h, outro morador, de 52 anos, retornou para casa na Rua Nereu Ramos e encontrou o imóvel violado. Janelas quebradas, cômodos revirados e um prejuízo que vai além do material: o medo de não estar mais seguro dentro do próprio lar. O aquecedor da marca Mondial foi levado, mas a paz da família também foi roubada.
Na manhã do dia 28, o alvo foi um estabelecimento comercial na Rua Miguel Osório Erzinger. O proprietário, de 33 anos, encontrou a loja invadida, janelas estilhaçadas e diversos itens furtados. Entre os produtos levados, travessas de sobremesa, uma BAG e bebidas variadas. O empresário chegou a avistar um homem carregando uma BAG semelhante à sua, mas ao retornar ao local, o suspeito já havia desaparecido. Restou-lhe apenas a frustração e a certeza de que, em Itaiópolis, o crime age sem medo.
Já na madrugada do dia 29, uma motocicleta HONDA/CG 125 TITAN KS foi furtada de uma garagem na Estrada Geral Wotroba. O proprietário, um homem de 66 anos, saiu para visitar a irmã e, ao retornar, encontrou o portão arrombado e seu único meio de transporte desaparecido. Felizmente, a moto foi encontrada abandonada horas depois, mas a sensação de vulnerabilidade continua.
E os furtos não pararam por aí!
No dia 31 de março, mais duas vítimas engrossaram a lista de prejuízos e indignação. Um homem de 42 anos foi informado que o paiol onde guardava suas ferramentas foi arrombado, deixando-o sem instrumentos essenciais para seu trabalho. No mesmo dia, outro morador, de 43 anos, teve sua casa invadida na Rua Nicolau Ruthes Sobrinho, perdendo ferramentas, cabos de extensão e uma lixadeira.
Os casos se acumulam e a população vem se preocupando cada vez mais. Enquanto a população se mobiliza e discute os acontecimentos nas redes sociais, muitas vezes com opiniões e ataques sem sentido, diga-se de passagem, um ponto central precisa ser debatido: o baixo efetivo policial e a dificuldade em atender tantas ocorrências. Com uma demanda crescente de medidas protetivas, agressões e cumprimento de mandados de prisão, os furtos muitas vezes acabam ficando em segundo plano, dando margem para que criminosos ajam sem receio.
Até quando Itaiópolis viverá essa sensação de insegurança? A população clama por respostas, e as autoridades precisam agir antes que a ousadia dos criminosos se transforme em algo ainda mais grave. O direito à segurança deve ser garantido, mais é um dever de todos, não apenas do estado. Por isso da importância da participação da população em encontros que promovem a união das forças de segurança juntamente com o cidadão comum. Exemplos desses encontros, são as promoções da Rede de Vizinhos, CONSEG, que inclusive teve nenhum ou muito pouco interesse da população em participar e entender a grandiosidade do programa, tendo adesão apenas de autoridades municipalistas, imprensa e presidente de grupo de moradores.
Precisamos cobrar nossos direitos, expor nossas dores e indignações, mais no lugar correto. E o lugar correto é quando temos a oportunidade de reunir, prefeito, vice-prefeita, presidente da câmara de vereadores, vereadores, forças políciais, população, entre outros, como foi o caso do encontro do CONSEG, mais que infelizmente não teve a presença de quem mais precisaria estar, a população, para ajudar a resolver os problemas do meio em que vivem.
Por Demais FM.
