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Fumicultores se mobilizam em Mafra em defesa da cultura fumageira; Evento teve participação do Dep.Federal Pezenti

Encontro em Mafra reúne lideranças e produtores em defesa da fumicultura

No último sábado (12), Avencal do Saltinho, no interior de Mafra (SC), foi palco de um importante encontro entre produtores de tabaco, lideranças políticas e representantes do setor fumageiro. O evento teve como objetivo discutir os rumos da fumicultura, os desafios enfrentados pelo setor e o posicionamento do Brasil diante da próxima Conferência das Partes (COP11), que acontecerá em novembro, em Genebra, na Suíça.

Foto: D+News.

 

A reunião foi promovida pelas esferas executiva e legislativa de Mafra e contou com a presença de autoridades como o prefeito de Mafra e vice-presidente da Amprotabaco, Emerson Maas; o vice-prefeito Carlos Nitz; o presidente da Câmara Municipal, José Marcos Witt; o deputado federal e defensor da fumicultura no Congresso Rafael Pezenti (MDB); o vereador de Itaiópolis e fumicultor Emerson Woiciechovski; além de vereadores do legislativo municipal de Mafra, representantes do Sinditabaco e fumicultores da região.

   


COP11: Preocupações e defesa do produtor

Um dos temas centrais foi a COP11, conferência organizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que visa discutir políticas globais sobre o consumo e a produção de tabaco. Para o deputado federal Rafael Pezenti, o evento gera apreensão no setor, já que muitas vezes as discussões confundem os produtores com os consumidores de tabaco.

“Fumo causa doenças, e ninguém aqui incentiva o consumo. Mas o produtor não pode ser penalizado por isso. Enquanto houver mercado, haverá produção. Em 2023, a cadeia do tabaco arrecadou R$ 17 bilhões em impostos, parte dos quais financia até o SUS”, destacou o parlamentar.

Pezenti também criticou o governo federal, afirmando que as políticas atuais dificultam o acesso a crédito e investimentos, especialmente para os pequenos produtores. Segundo ele, defender o agro em Brasília é desafiador, ainda mais quando se trata da agricultura familiar.


Sinditabaco: integração entre indústria e produtor

Carlos Sehn, assessor da diretoria do Sinditabaco, ressaltou a importância do sistema integrado entre indústria e produtor. Ele lembrou que a cadeia produtiva do fumo sustenta mais de 140 mil famílias no sul do Brasil, além de gerar cerca de 40 mil empregos na indústria.

Sehn também destacou dois temas relevantes debatidos no evento: a participação do Brasil na COP11 e um projeto de lei que propõe a classificação do tabaco nas propriedades dos agricultores. “É essencial aprofundar esse debate para garantir que nenhuma das partes saia prejudicada”, defendeu.


Prefeito de Mafra defende valorização da cadeia produtiva

O prefeito Emerson Maas, também vice-presidente da Amprotabaco, enfatizou o impacto socioeconômico da fumicultura na região. Ele citou que mais de 15 mil famílias no Planalto Norte de Santa Catarina vivem da produção de fumo, gerando cerca de R$ 1 bilhão por ano em movimentação econômica local.

“Cada real investido pelos produtores gira o comércio das nossas pequenas cidades. A cadeia do tabaco sustenta famílias, garante emprego e ainda cumpre rigorosos critérios sociais e ambientais”, explicou o prefeito.

Maas ainda criticou a exclusão do Brasil na última COP e defendeu maior representatividade nas decisões que envolvem a fumicultura. “Não podemos ser julgados sem direito de defesa. O produtor de tabaco não pode ser comparado ao fumante. A produção é digna e regulamentada”, concluiu.


Voz dos produtores e mobilização política

O vereador de Itaiópolis e também fumicultor, Emerson Woiciechovski, afirmou que o encontro é fruto da mobilização recente em Brasília. Para ele, reunir agricultores com representantes políticos e entidades de classe fortalece a base da fumicultura.

Durante sua fala, Woiciechovski compartilhou a rotina entre o trabalho no campo e sua atuação no legislativo municipal. “A produção de tabaco é o que sustenta milhares de famílias em Itaiópolis, o maior produtor de fumo de Santa Catarina”, ressaltou.

A  Demais FM, que acompanhou o evento, reforçou a importância da comunicação na valorização dessa cultura. Em Itaiópolis, cerca de 3 mil famílias têm na fumicultura sua principal fonte de renda.

Por Demais FM.

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