O Ministério da Saúde anunciou que, a partir de segunda-feira (4), as duas doses de reforço da vacina oral poliomielite bivalente (VOPb), a conhecida “gotinha”, serão substituídas por uma única dose da vacina inativada poliomielite (VIP), injetável. Essa decisão, fundamentada em critérios epidemiológicos e evidências científicas, visa aumentar a segurança do esquema vacinal, que já é adotado em países como os Estados Unidos e na Europa.
A partir de segunda, com a VOPb deixando de ser utilizada, será necessária apenas uma dose de reforço com VIP, aos 15 meses de idade, de modo que o esquema vacinal com o referido imunobiológico será:
- 2 meses – 1ª dose
- 4 meses – 2ª dose
- 6 meses – 3ª dose
- 15 meses – dose de reforço
O novo esquema vacinal incluirá três doses da VIP aos 2, 4 e 6 meses, além de um reforço aos 15 meses, eliminando a necessidade da gotinha. A vacina oral, desenvolvida por Albert Sabin na década de 1950, foi essencial para erradicar a poliomielite no Brasil, que não registra casos desde 1989. Atualmente, o Brasil tem 34 anos sem a doença e alcançou uma cobertura vacinal de 86,55% em 2023, refletindo o sucesso das campanhas de imunização. A poliomielite, que pode causar paralisia, ainda pode infectar não vacinados, portanto, a prevenção continua essencial.
Sintomas e prevenção
A pólio é contagiosa podendo infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes. As consequências da poliomielite normalmente correspondem a sequelas motoras e não há cura. Os principais efeitos da doença são ausência ou diminuição de força muscular no membro afetado e dores nas articulações.
Embora ocorra com maior frequência em crianças, a poliomielite também pode contaminar adultos que não foram imunizados. Por isso, é fundamental ficar atento às medidas preventivas, como lavar sempre bem as mãos, ter cuidado com o preparo dos alimentos e beber água tratada.
Por Demais FM / Com informações de O Globo
