A discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas voltou com força no Congresso Nacional. A proposta, que deve avançar no próximo ano, promete mudar as relações de trabalho no Brasil, mas também gera preocupação sobre os impactos na economia.
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Para o trabalhador, a ideia de trabalhar menos horas com o mesmo salário é atraente. Defensores do projeto afirmam que a mudança pode melhorar a qualidade de vida e a saúde dos funcionários, além de aumentar a produtividade.
O impacto para as empresas
Do outro lado, empresários de todo o país estão preocupados. A redução da jornada sem diminuir os salários significa um aumento direto no custo da mão de obra. Para manter a produção ou o atendimento, muitas empresas teriam que contratar mais funcionários, o que eleva os gastos com salários, encargos e treinamentos.
No Vale Norte de Santa Catarina, por exemplo, pequenos e médios comércios em cidades como Presidente Getúlio e Ibirama, que operam com margens apertadas, poderiam ser os mais afetados. A mudança exigiria uma reorganização completa das escalas de trabalho em setores como supermercados, restaurantes e serviços.
O preço pode subir para o consumidor?
Quando os custos de produção aumentam, a tendência é que esse valor seja repassado para o consumidor. Isso significa que produtos nas prateleiras e serviços em geral podem ficar mais caros, pressionando a inflação e diminuindo o poder de compra da população.
O debate que avança em Brasília busca equilibrar as demandas sociais dos trabalhadores com a realidade econômica do país. A decisão final terá um impacto direto no emprego, na competitividade das empresas e, principalmente, no bolso de todos os brasileiros.
Por: Demais FM / Com informações de DMA Notícias
