Segurança

Falhas graves em segurança motivam ação do MPSC contra prédio comercial em Itaiópolis

Forum de Itaiópolis - Ministério Público.

Um prédio comercial localizado no Centro de Itaiópolis, no Planalto Norte catarinense, está no centro de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por oferecer risco à segurança pública. A Promotoria de Justiça da comarca entrou com pedido de liminar para a interdição imediata do imóvel, que opera sem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e acumula diversas irregularidades graves.

Entre os problemas identificados estão a ausência de hidrantes e sinalização de emergência, extintores vencidos, falhas na iluminação de rotas de fuga e ausência de sistemas essenciais de combate a incêndios. A ação tem como base um inquérito civil aberto em 2019, após o Corpo de Bombeiros de Mafra comunicar a situação ao Ministério Público.


Justiça pode aplicar multa diária até regularização

O MPSC aponta que, mesmo após mais de quatro anos, o responsável pelo prédio não regularizou a situação e ignorou notificações, vistorias e tentativas de acordo extrajudicial. Diante da persistência das falhas, a Promotoria pede que o prédio seja interditado até a emissão do AVCB, sob pena de multa diária.

Além da interdição, o órgão solicita que o proprietário realize todas as adequações previstas no Plano de Prevenção e Proteção contra Incêndios (PPCI), como determina a legislação estadual – Lei nº 16.157/2013 e Decreto nº 1.957/2013.


Vistorias confirmaram risco à integridade física

Novas vistorias realizadas em março e junho de 2025 pelo Corpo de Bombeiros Militar confirmaram que o imóvel ainda apresentava falhas críticas: luminárias de emergência mal instaladas, extintores vencidos em áreas comuns, ausência de hidrantes, alarme, central de gás e plano de evacuação.

O Promotor de Justiça Pedro Roberto Decomain, autor da ação, ressaltou que as tentativas extrajudiciais foram esgotadas e que a permanência das irregularidades coloca em risco a integridade física de consumidores, funcionários e moradores da região.

“A segurança da coletividade não pode ser negligenciada. A persistência dessas falhas exige uma resposta firme do Judiciário”, destacou Decomain.

O processo segue em tramitação e aguarda decisão judicial sobre a liminar de interdição.

Por Demais FM.

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