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“Fake News”sobre o caso Soraia, menina de 4 anos morta pela irmã em Mafra: desrespeito à dor da família gera revolta.

Foto: reprodução | redes socias

 

O trágico caso de Soraia, a menina que perdeu a vida de forma abrupta em Mafra, está sendo alvo de fake news espalhadas por páginas no Facebook em busca de curtidas e engajamento. Essas publicações, que incluem montagens de fotos e informações falsas, têm gerado indignação pela falta de sensibilidade com a dor da família enlutada.

Entre os absurdos divulgados estão montagens que associam a imagem de Soraia a um homem alegando “revelações assustadoras”, insinuações de que um vizinho teria informações privilegiadas sobre a autora do crime, relatos infundados sobre uma suposta carta que revelaria os motivos do ato e até mesmo a falsa afirmação de que Soraia teria sido morta e colocada em uma mala. Dentre as fotos, até a imagem do Repórter William Fritzke de Jaraguá do Sul aparece durante uma reportagem que o profissional gravou durante a cobertura especial que ele fez para o seu canal e para o programa policial “Cidade Alerta” da Rede Record de Televisão.

O repórter policial Marcos Piroski, em sua página, repudiou veementemente essas ações. Ele apelou à sociedade para denunciar essas páginas ao Facebook, para que sejam removidas. Segundo ele, espalhar informações falsas sobre um caso tão doloroso é uma demonstração de hipocrisia e desumanidade:

“É inadmissível que usem a tragédia de uma família para ganhar likes. Isso é um desrespeito sem tamanho à dor dos pais, que já enfrentam um luto devastador.”

O apelo é para que todos ajudem a combater essa prática nociva, denunciando as postagens e páginas que disseminam informações falsas. Além disso, é importante que as pessoas não compartilhem conteúdos sensacionalistas e priorizem informações confiáveis de veículos de imprensa responsáveis. Algumas dessas postagens, quando você clica, leva para sites maliciosos, apenas para like ou brincando com a curiosidade das pessoas.

Em um momento tão difícil, é fundamental respeitar o sofrimento de quem perdeu uma filha de forma tão brutal e ainda precisa lidar com as consequências devastadoras do crime. A empatia e o cuidado devem prevalecer sobre o interesse por engajamento nas redes sociais.

Por Demais FM.

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