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Emoção e história: mais de 130 descendentes se reúnem no IV Encontro da Família Woehl em Itaiópolis

Foto: Germano Woehl Jr.

O último sábado (25 de outubro de 2025) foi marcado por emoção, memórias e união familiar no IV Encontro da Família Woehl, realizado no Alto Paraguaçu, em Itaiópolis. O evento reuniu 130 descendentes do casal de imigrantes Gregório Woehl e Mathilde Schwedler Woehl, vindos de diversas cidades do Sul e Sudeste do Brasil, como Florianópolis, Curitiba, Caxias do Sul, Camboriú, Mafra, São Bento do Sul, Rio Negrinho, Caçador e Benedito Novo.

Raízes que atravessam séculos e continentes

Os Woehl são descendentes de imigrantes da Boêmia (atual República Tcheca), que chegaram ao Brasil em 1876, estabelecendo-se inicialmente em São Bento do Sul (SC), com três dos nove filhos do casal.
Parte da família seguiu para o Avencal, em Mafra, e outra se fixou em Itaiópolis, onde a tradição e a história continuam sendo transmitidas de geração em geração.

O maior grupo presente no encontro foi da família Heyse, descendente das netas Francisca Woehl Heyse, casada com João Heyse, e Elfrida Woehl Heyse, casada com Paulo Heyse.

Lançamento de livro resgata 375 anos de história da família

Durante o encontro, foi lançado um livro inédito sobre a trajetória da família Woehl, que documenta a origem da linhagem desde o ano de 1650, na antiga Boêmia, então parte do Império Austríaco.
A obra detalha a vida dos antepassados na vila de Tschernhausen, Reichenberg (entre 1600 e 1800), e posteriormente em Wiesenthal, Gablonz (de 1800 até 1876).

O livro também apresenta uma rica narrativa sobre o período em que os Woehl viveram no Brasil, desde a chegada em São Bento do Sul até a consolidação da família nas regiões de Avencal, Mafra e Itaiópolis.
Além de fotos históricas e registros de batismo, casamento e imigração, o material reúne histórias contadas de geração em geração, preservando a memória de mais de três séculos e meio de existência familiar.

Trabalho de pesquisa e amor pelas origens

O livro foi escrito por Germano Woehl Jr., de 64 anos, natural de Itaiópolis, e por Maria de Lourdes Reusing, de 87 anos, de Mafra — uma das grandes guardiãs da memória da família.
Maria de Lourdes preservou documentos originais e um acervo de fotografias antigas, fundamentais para reconstruir o legado histórico.

Foto: Germano Woehl Jr.

O encontro, mais do que uma celebração, foi uma viagem no tempo, relembrando a força, a fé e a perseverança dos imigrantes que ajudaram a construir o Norte catarinense.

Por Demais FM.
Informações: Germano Woehl Jr.

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