Geral

Deputado critica centralização das centrais de emergência e alerta para impactos no Alto Vale do Itajaí

Imagem: Bruno Collaço / Agência AL

A proposta do Governo do Estado de Santa Catarina de unificar as centrais de atendimento de emergências em três grandes blocos regionais tem gerado preocupação entre autoridades e especialistas. Além da crítica inicial sobre a exclusão de cidades como Joinville e Chapecó do modelo, agora também cresce a apreensão com o impacto da mudança no Alto Vale do Itajaí.

O deputado estadual Matheus Cadorin (Novo/SC) se manifestou contra a proposta nesta quinta-feira (06), alertando que a transferência das centrais de atendimento pode comprometer a agilidade nas ocorrências e colocar vidas em risco. “No socorro, cada segundo conta. A Central Única de Atendimento de Joinville funciona há 16 anos, garantindo resposta rápida ao integrar Bombeiros Voluntários, SAMU e Polícia em um mesmo local. Mudar esse modelo para Blumenau pode gerar atrasos e colocar pessoas em risco”, afirmou.

A preocupação se estende ao Alto Vale do Itajaí, que também será impactado pela centralização das unidades de emergência. Com isso, os atendimentos da região passariam a ser coordenados por Blumenau, aumentando o tempo de resposta e a distância dos serviços especializados. Para o parlamentar, a escolha das cidades sede do novo modelo precisa ser mais debatida. “Por que Blumenau e Lages foram escolhidas e não Joinville e Chapecó, que possuem os maiores índices de atendimento no estado? Precisamos de critérios claros antes de qualquer mudança”, questionou.

Cadorin também protocolou um pedido de informação ao Governo do Estado para esclarecer a decisão e solicitou que o Executivo dialogue com os municípios e especialistas antes de implementar a proposta. “Não somos contra melhorias, mas qualquer mudança precisa ser feita com base em estudos técnicos e ouvindo quem está na ponta do atendimento. O Governo precisa sentar à mesa e discutir essa decisão com transparência”, concluiu.

A centralização das unidades de emergência promete alterar significativamente a estrutura do atendimento no estado, e o debate sobre os impactos dessa medida segue ganhando força entre os setores envolvidos.

CONFIRA NA SONORA:

Grupo de Notícias