A Fazenda Parolin, situada nos municípios de Itaiópolis e Santa Terezinha, em Santa Catarina, é uma das maiores reservas ambientais do Brasil, com aproximadamente 133 milhões de metros quadrados. Apesar de sua importância ambiental, mais de 1.860 hectares, ou 14% da área total, estão sendo desmatados ilegalmente, segundo o IBAMA. Além disso, 188 famílias vivem irregularmente na propriedade, agravando os desafios de gestão e conservação da área.
Parte da fazenda, cerca de 1,3 mil hectares, foi desapropriada pelo INCRA em 1987, permitindo o assentamento de 49 famílias dentro do projeto 25 de Maio. Contudo, a área remanescente é alvo de intensos conflitos fundiários, com 91 ações de usucapião e 37 de reintegração de posse em trâmite na comarca de Rio do Campo. Esse cenário reflete um impasse social, ambiental e jurídico que persiste há décadas.
A história da Fazenda Parolin remonta ao período entre 1945 e 1955, quando Antônio Parolin adquiriu as terras para operar uma serralheria, que chegou a empregar mais de 200 pessoas. Após o declínio da indústria madeireira nos anos 1980, as atividades foram encerradas, resultando em invasões e extração ilegal de madeira que continuam até hoje. Em setembro de 2024, um contrato entre a Greenfield Empreendimentos e a A. Parolin foi firmado para instituir uma S.A., promover a regularização fundiária, consolidar áreas de reserva ambiental e desenvolver projetos sociais sustentáveis.
A área da fazenda é caracterizada por uma rica cobertura de Floresta Ombrófila Mista, predominante na região do Alto Vale do Itajaí, abrigando espécies raras como araucária, canela-sassafrás e peroba, altamente ameaçadas pela exploração madeireira. A propriedade faz divisa com a Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) Serra da Abelha e já esteve incluída em estudos para criação do Refúgio de Vida Silvestre Rio da Prata.
Entretanto, a devastação ambiental é alarmante. Invasores desmatam e exploram recursos da área, enquanto denúncias sobre a atividade criminosa esbarram na falta de fiscalização eficaz. Segundo Pietro Cecatto, advogado da fazenda, Santa Terezinha está entre os municípios que mais desmataram no país, conforme dados do INPE e da Fundação SOS Mata Atlântica. Apesar da condenação da Fazenda Parolin em 2022 para recuperação ambiental e publicação da sentença em jornal regional, os responsáveis alegam ilegitimidade passiva, afirmando que não têm controle sobre as invasões e destacando a omissão do poder público.
O TRF4 anulou a sentença anterior, determinando nova instrução no processo para apuração de responsabilidades. Órgãos como IBAMA, IMA e INCRA apontaram dificuldades operacionais e limitações de efetivo, expondo a fragilidade institucional na região.
A Greenfield reafirma seu compromisso em buscar soluções sustentáveis e propõe ceder áreas para instalação de módulos policiais, além de desenvolver iniciativas como ecoturismo, apicultura e exploração de água mineral. Essas ações visam não apenas proteger o ecossistema, mas também fomentar o desenvolvimento econômico e social das comunidades vizinhas, promovendo um futuro mais sustentável e harmonioso.
Por: Asssessoria Greenfield.
