A Defesa Civil de Rio do Sul apresentou, em reunião com associações de moradores realizada na noite de quinta-feira (19), uma proposta para ampliar a organização comunitária na prevenção de desastres. O encontro aconteceu na Câmara de Vereadores e também contou com a participação da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social.
Comunidades terão papel mais direto
A proposta foi apresentada como parte do fortalecimento das ações de prevenção, monitoramento de áreas de risco e resposta em situações de emergência. No encontro, a Defesa Civil explicou a estrutura dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil, os NUPDECs, que funcionam em parceria com o município.
Esses núcleos serão formados por moradores das próprias comunidades e terão funções como observação de riscos, repasse de avisos, apoio humanitário e comunicação com a Defesa Civil. A ideia é que o trabalho local ajude a antecipar problemas e melhorar a resposta em casos de chuva forte, deslizamentos, inundações e quedas de barreira.
O secretário de Segurança Pública, Mario Ponticelli Junior, destacou que a participação dos moradores é essencial em uma cidade com histórico de eventos climáticos. Segundo ele, quem vive no bairro conhece melhor a rotina, os pontos de atenção e as famílias que podem precisar de apoio.
Planos por bairro e cadastro de voluntários
A proposta também prevê dividir Rio do Sul em seis regiões para facilitar a comunicação e o planejamento das ações. Com isso, cada área poderá ter uma organização mais próxima da realidade local, tanto no acompanhamento de riscos quanto na coordenação de respostas emergenciais.
Outro ponto tratado foi o incentivo ao voluntariado. A Defesa Civil quer ampliar o cadastro de voluntários, permitindo que os núcleos recebam as informações das pessoas disponíveis em cada região. Esses voluntários poderão ajudar em abrigos, apoio logístico, transporte, carga e outras necessidades em situações de crise.
A iniciativa inclui ainda a criação de planos de contingência por bairro, com apoio das associações de moradores, da Assistência Social e da Saúde. O objetivo é mapear famílias em áreas vulneráveis e preparar o município para agir com mais rapidez quando houver necessidade.
A secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Maria Helena Zimmermann, reforçou que conhecer previamente as famílias em risco ajuda no planejamento de abrigos, acolhimento e atendimento social. A Defesa Civil informou que as comunidades também receberão capacitação para atuar de forma coordenada antes, durante e depois de eventos adversos.
