Em menos de 20 dias, Santa Catarina já registrou a passagem de cinco tornados, distribuídos entre as regiões Oeste, Serra e Sul. Todos com potencial destrutivo e que causaram destelhamentos, quedas de árvore e danos em estruturas.
Os tornados, caracterizados pela coluna de ar em formato de funil que a atinge superfície do solo, estão associados a outros fenômenos que castigam o estado neste mês de novembro: fortes temporais com cheias históricas, deslizamentos, ventanias e até um tsunami meteorológico.
As ocorrências mais recentes neste mês aconteceram no último sábado (18) em duas regiões diferentes em um período de sete horas entre eles: às 2h entre os municípios de Balneário Gaivota e Sombrio, no Sul, e por volta de 9h em Urupema, na Serra Catarinense.
A distância entre as duas regiões é de 250 quilômetros. A explicação para os fenômenos no estado em um curto período de tempo tem dois fatores principais: a primavera e o El Niño.
O meteorologista Fernando Rafael, da Defesa Civil de Santa Catarina, detalha que o El Niño é responsável pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e resulta em secas nas regiões equatoriais (Norte e Nordeste do Brasil) e chuvas excessivas no Sul e Sudeste.
O fato de os fenômenos acontecerem nesta época também não é por acaso, já que outubro e novembro, são os meses onde os efeitos do El Niño são mais perceptíveis, por causa da primavera.
E o fenômeno não vem sozinho. Outras condições associadas contribuem para o deslocamento de frentes frias até Santa Catarina, como a como a oscilação antártica negativa, que é quando o cinturão de vento ao redor da Antártida enfraquece e se desloca rumo ao continente americano.
Em Cunha Porã, no Oeste, no dia 6 de novembro. A força dos ventos chegou a arrancar árvores pela raiz;
Em Tubarão, no Sul, em 11 de novembro. O tornado atingiu árvores, telhados, vegetação e placas de outdoor;
Em Itá, no Oeste, em 16 de novembro. Com a força dos ventos, árvores ficaram retorcidas;
Em Urupema, na Serra, no sábado (18). Os ventos destruíram uma casa e causaram danos em outras. Árvores também foram atingidas.
Em Balneário Gaivota e Sombrio, no Sul, também no sábado (18). As cidades tiveram danos como destelhamento parcial e total de residências e galpões, assim como a quebra de árvores.
Por G1 / Demais FM

