Segurança

Comerciante é indiciado por vender cigarro eletrônico a menores em Itaiópolis

Foto ilustração.

 

A Polícia Civil de Itaiópolis, no Planalto Norte catarinense, concluiu nesta semana um inquérito que levou ao indiciamento de um comerciante de 20 anos, acusado de vender cigarro eletrônico para duas adolescentes de 16 anos. O caso veio à tona após o diretor de uma escola local procurar a delegacia, preocupado com o comportamento de alunas que apareceram fumando vape em fotos postadas nas redes sociais.

Venda ilegal foi feita por aplicativo e paga via PIX

Segundo as investigações, as adolescentes admitiram ter comprado o dispositivo diretamente com o proprietário de uma loja de conveniência do município. A negociação foi feita por meio de um aplicativo de mensagens, com pagamento no valor de R$ 100, realizado via PIX. O comerciante teria, então, se deslocado de carro até a Praça Brasil, no centro da cidade, onde entregou o produto pessoalmente às jovens.

Durante o depoimento, o investigado negou qualquer envolvimento, disse não conhecer as adolescentes e afirmou que sua conta bancária empresarial poderia ter sido usada por terceiros. No entanto, a versão foi desmentida pelas provas reunidas: o comprovante da transação financeira, os depoimentos firmes dos pais das estudantes e o relato do diretor da escola fortaleceram a acusação.

Polícia Civil conclui inquérito e encaminha caso à Justiça

Diante das evidências, o comerciante foi formalmente indiciado com base no artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que trata da venda de produtos proibidos a menores. O inquérito já foi finalizado e enviado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências legais.

A Polícia Civil enfatiza que o comércio de cigarros eletrônicos não só é proibido no Brasil como representa uma ameaça grave à saúde dos jovens. Além disso, a comercialização a menores agrava ainda mais a infração, exigindo resposta firme e rápida das autoridades.

“Nosso compromisso é com a proteção integral de crianças e adolescentes. Casos como este serão tratados com todo o rigor da lei”, afirmou o delegado Cassiano Tiburski, responsável pelo inquérito.

A corporação também alertou pais, responsáveis e comerciantes sobre os riscos à saúde relacionados ao uso de dispositivos eletrônicos para fumar, que seguem proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009.

Por Demais FM.

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