Segurança

Cinco meses após adolescente ser morto pela polícia de Ibirama, inquérito segue sem conclusão

Foto: Reprodução Demais FM/Redes Sociais

Cinco meses após o adolescente Rafael Adriano, 15 anos, ser baleado pela Polícia Militar de Ibirama, o inquérito policial continua sem conclusão. Rafael foi morto em 7 de março de 2024, em frente ao Instituto Federal Catarinense, no bairro Bela Vista. A mãe do jovem, Jucemara Adriano, aguarda ansiosamente a conclusão das investigações e se preocupa com o prolongado processo, que normalmente deveria ser finalizado em 30 dias.

Na época, a PM alegou que Rafael estava ameaçando a própria mãe com uma faca e reagiu de forma agressiva ao ser abordado, o que levou os policiais a dispararem contra ele. Apesar de ter recebido atendimento do Corpo de Bombeiros e sido levado ao Hospital Doutor Waldomiro Colautti, o adolescente não sobreviveu.

A Polícia Militar de Ibirama já concluiu sua parte do inquérito, que foi enviado ao Ministério Público, mas a conclusão pública do caso ainda aguarda a finalização da investigação da Polícia Civil.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Inquérito sobre adolescente morto pela polícia de Ibirama não tem prazo para conclusão

A Polícia Civil de Santa Catarina disse que o prazo para conclusão do inquérito policial foi prorrogado. Uma estimativa de entrega do documento não foi dada.

No fim de maio, o Ministério Público do Estado já havia prorrogado o prazo a pedido da autoridade policial.

Normalmente, investigações tem 30 dias para serem concluídas e entregues ao Ministério Público. A Polícia Civil diz que prorrogações podem ser solicitadas em situações de complexidade.

No caso do inquérito que apura a morte de Rafael Floriano, a Civil de Ibirama informou que a demora ocorre devido a necessidade de mais informações e ao baixo efetivo de policiais na cidade. Com a demanda de ocorrências, os agentes não estariam conseguindo se debruçar em somente um caso.

Já o Ministério Público de Santa Catarina comunicou não ter atualização do caso e reforçou que a investigação é sigilosa.

Com informações ND+

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