A Celesc realizou uma reunião com cerca de 300 representantes de empresas de telecomunicações para reforçar a responsabilidade sobre a organização e manutenção de cabos de internet e telefonia nos postes do estado. O encontro, realizado na última sexta-feira, 27, buscou soluções para o crescente número de fios soltos, que representam um risco para a segurança de pedestres e motoristas.
A situação dos cabos emaranhados ou caídos é uma realidade em muitas cidades catarinenses, incluindo os municípios do Vale Norte. Durante a reunião, a Celesc e representantes da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) deixaram claro que a responsabilidade pela segurança e organização da fiação é das operadoras que alugam os postes.
De quem é a responsabilidade?
A Celesc é dona da estrutura do poste e da rede de energia elétrica. No entanto, a instalação, manutenção, fixação correta e a retirada de cabos em desuso são obrigações das empresas de internet e telefonia que utilizam essa infraestrutura.
Segundo Cláudio Varella, diretor de Engenharia e Obras da Celesc, a companhia tem um papel fiscalizador. “É fundamental que cada operadora assuma sua responsabilidade na organização, manutenção e retirada de cabos irregulares. Estamos falando de segurança para trabalhadores e para toda a população”, afirmou.
Fiscalização será intensificada
A Celesc informou que está intensificando a fiscalização em todo o estado. Apenas em 2025, já foram emitidas 13.028 notificações formais para as operadoras, apontando irregularidades em 51.933 postes.
Além das notificações, mais de 150 toneladas de fios inutilizados já foram removidas dos postes este ano em ações conjuntas entre a Celesc, prefeituras e as próprias operadoras. A companhia garante que continuará cobrando providências para deixar as ruas mais seguras.
