Lideranças nacionais dos caminhoneiros decidiram em assembleia nesta quinta-feira (19) que não haverá greve da categoria nos próximos dias. A decisão foi tomada em votação conjunta no Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), em São Paulo.
O encontro contou com a participação de representantes da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e do Sindicam. Por enquanto, a categoria optou por continuar as negociações com o governo e monitorar os preços dos combustíveis.
Entenda as reivindicações
A principal reclamação dos caminhoneiros é a alta no preço do diesel, que subiu 19% desde o final de fevereiro. O aumento, pressionado por conflitos internacionais, impacta diretamente o valor do frete, que segundo os motoristas não tem acompanhado os custos.
A categoria pede a redução do ICMS sobre o combustível, a criação de subsídios e um reajuste na tabela de fretes.
Pacote de medidas do governo
Para evitar a paralisação, o Ministério dos Transportes anunciou um pacote de medidas emergenciais. Entre as ações estão o reforço na fiscalização pela ANTT para garantir o cumprimento da tabela de fretes e uma proposta para que os estados zerem o ICMS sobre o diesel.
Além disso, o governo federal publicou um decreto que estabelece novas regras para a comercialização do diesel, definindo diretrizes para a formação de um preço de referência.
