O caminhoneiro envolvido no grave acidente que matou três pessoas da mesma família, nesta sexta-feira (25), na BR-470, em Apiúna (SC), continuará preso. A Justiça da Vara Regional de Garantias da comarca de Blumenau decidiu transformar a prisão em flagrante em preventiva. Com isso, o motorista segue detido no Presídio Regional de Blumenau, sem previsão de liberdade.
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A decisão judicial foi tomada na tarde do mesmo dia, poucas horas após o acidente, durante a audiência de custódia. O Ministério Público se manifestou pela manutenção da prisão, e a defesa do condutor também participou da audiência.
Tragédia deixa vítimas fatais e feridos graves
O acidente resultou na morte de Marizete de Souza, de 61 anos, sua filha Gabriela de Souza, de 37, e a neta Sophia, de apenas 12 anos. As três morreram ainda no local do impacto. O carro em que elas estavam, um Ford Galaxie, foi atingido frontalmente após o caminhão trafegar em zigue-zague e invadir a pista contrária.
Outros três membros da família, o pai, o filho pequeno e a enteada – irmã gêmea de Sophia – sobreviveram, mas seguem internados nos hospitais de Ibirama e Indaial. O menino mais novo passou por cirurgia e, até o momento, é o que apresenta estado mais delicado.
A família é natural de Rio do Sul e viajava junta quando ocorreu a colisão.
Bafômetro apontou alto índice de álcool
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o teste do bafômetro realizado no caminhoneiro acusou 0,94 miligrama de álcool por litro de ar alveolar. O valor é quase o triplo do limite que caracteriza crime de trânsito. No veículo de carga, com placas de Passo Fundo (RS), estava também um passageiro, que não sofreu ferimentos.
O caminhão pertence a uma empresa de panificados da cidade gaúcha, que, por meio de nota oficial, lamentou profundamente o ocorrido e afirmou colaborar com as investigações.
