Um caso de violência doméstica marcado por extrema brutalidade chocou a região do Planalto Norte catarinense. A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito que investigava a agressão contra uma jovem de 21 anos, grávida na época, espancada pelo próprio companheiro na madrugada de 1º de janeiro de 2025, em Mafra.
De acordo com a investigação conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI), o homem, de 35 anos, agrediu a vítima com socos, chutes e golpes de uma garrafa de whisky na cabeça e no rosto. A violência deixou ferimentos graves, que exigiram atendimento médico de urgência e pontos de sutura, conforme registros hospitalares anexados ao processo.
A apuração policial reuniu diversas provas técnicas para confirmar o crime. Entre os documentos estão prontuários médicos do hospital e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), além de um laudo pericial indireto elaborado pela Polícia Científica, que confirmou as lesões compatíveis com a agressão. Durante o inquérito também foram realizadas a oitiva da vítima e o interrogatório do suspeito.
Com base nas provas reunidas, o investigado foi formalmente indiciado pelos crimes de lesão corporal e ameaça no contexto da Lei Maria da Penha.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Eduardo Borges, mesmo sem a realização imediata do exame de corpo de delito, o trabalho investigativo conseguiu reunir elementos suficientes para comprovar o crime.
“A violência doméstica é prioridade para a Polícia Civil. Nossa equipe atuou diligentemente para reunir todas as provas técnicas, garantindo que a agressão não ficasse impune e que o autor responda perante a Justiça”, destacou o delegado.
Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário, que agora deve analisar as medidas legais cabíveis contra o investigado.
A Polícia Civil reforça que casos de violência doméstica podem e devem ser denunciados, garantindo sigilo e proteção às vítimas.
Por Demais FM / Policia Civil de Mafra
