O setor financeiro brasileiro encerrou 2025 com lucro recorde de R$ 255 bilhões, segundo dados do Banco Central. O resultado veio em meio a juros elevados, crédito mais caro, avanço da digitalização e corte de custos operacionais.
Digitalização muda o modelo bancário
Aplicativos, internet banking, Pix, inteligência artificial e atendimento remoto vêm substituindo parte da estrutura física dos bancos no país. Na prática, isso reduziu a necessidade de agências e acelerou a migração dos serviços para o ambiente digital.
Segundo levantamento do Sindicato dos Bancários de São Paulo, com base em dados do Banco Central e do Dieese, o número de agências caiu 37% em dez anos e chegou a pouco mais de 14 mil unidades. No mesmo período, 638 municípios ficaram sem qualquer agência bancária.
Menos agências e menos empregos
A transformação também afetou o mercado de trabalho. Com menos unidades físicas e mais automação, o setor cortou milhares de postos nos últimos anos. Entidades sindicais apontam perda superior a 31 mil vagas no período analisado.
Para os bancos, o cenário ajuda a ampliar a rentabilidade: menos estrutura, menos custos e maior uso de tecnologia. Já para parte da população, especialmente idosos, moradores de pequenas cidades e pessoas com pouca familiaridade digital, o impacto é outro.
Lucro recorde e desafios sociais
O lucro de 2025 reforça a força do sistema financeiro, mas também expõe uma contradição. Enquanto o setor ganha eficiência, parte dos clientes perde acesso ao atendimento presencial e à proximidade que antes existia nas agências.
A mudança mostra que o novo modelo bancário está mais lucrativo e automatizado, mas ainda deixa lacunas para quem depende de serviços presenciais.
Por: Demais FM / Com informações de DMA Notícias
