Durante o mês de maio, o Hospital Regional Alto Vale (HRAV), localizado em Rio do Sul (SC), registrou um crescimento expressivo nos atendimentos por síndrome respiratória aguda. O Pronto Atendimento da unidade contabilizou cerca de 1.390 consultas, com predominância de casos entre o público infantil — um cenário condizente com o comportamento sazonal típico das doenças respiratórias nesta época do ano.
Apesar da elevada demanda, o hospital manteve a normalidade operacional. Segundo a direção médica, todos os protocolos de triagem e atendimento foram seguidos de maneira eficiente, assegurando a continuidade e a qualidade do serviço prestado à população.
Do total de pacientes com sintomas respiratórios, 20 precisaram ser internados. Destes, 16 foram encaminhados à clínica médica e quatro necessitaram cuidados intensivos na UTI.
Ocupação total na UTI foi multifatorial
O mês também foi marcado pela ocupação máxima dos leitos de terapia intensiva, que operaram com 100% de ocupação. No entanto, conforme esclarecido pela equipe médica, a alta taxa de uso dos leitos não se restringiu aos casos respiratórios.
A UTI recebeu pacientes com diferentes perfis clínicos, incluindo traumas cranioencefálicos, acidentes vasculares cerebrais (AVCs), procedimentos pós-operatórios oncológicos, vítimas de politraumatismos, além de recém-nascidos prematuros internados na UTI neonatal.
Apesar da pressão sazonal típica do outono, a direção do HRAV destacou que o hospital manteve o controle da situação e reforçou seu compromisso com a segurança dos pacientes.
Atenção aos sintomas respiratórios
Diante do aumento dos quadros respiratórios, especialmente entre crianças e idosos, a orientação dos profissionais de saúde é clara: ao primeiro sinal de sintomas como febre, tosse ou dificuldade para respirar, a busca por avaliação médica deve ser imediata. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações e internações.
Por Demais FM
