Geral

Atendimento médico em Presidente Getúlio é alvo de denúncia; Hospital rebate acusações e cita protocolos

Foto: Reprodução / Portal de Turismo de Pres. Getúlio

O que deveria ser um atendimento de rotina para sintomas gripais transformou-se em um problema e em uma denúncia formal contra o Hospital Maria Auxiliadora, em Presidente Getúlio. Uma paciente, que preferiu não se identificar, procurou a reportagem para relatar uma série de episódios de descaso, que culminaram em um diagnóstico, que segundo ela foi equivocado e um incidente físico na última segunda-feira, dia 20.

O Incidente: “A porta bateu nas minhas costas”

Segundo o relato da denunciante, o atendimento já começou de forma conturbada na triagem, onde um enfermeiro teria demonstrado impaciência. No entanto, a situação agravou-se no momento da consulta. Ao ser chamada pelo médico de plantão, com quem a paciente afirma já ter tido problemas anteriores, onde relata ter sido atingida pela porta do consultório.

“Ele mal esperou eu entrar e fechou a porta. A porta bateu nas minhas costas, inclusive me machucou. Não me pediu desculpa, nem nada”, desabafou a paciente. Ela descreve a postura do profissional como arrogante e desinteressada: “Ele se encosta para trás na cadeira, cruza a perna e olha para ti como se tu não fosse nada”.

Diagnóstico controverso

A maior indignação, porém, reside no diagnóstico. Mesmo queixando-se de fortes dores e mal-estar, a paciente afirma que o médico minimizou os sintomas, classificando o quadro como uma “gripe comum” e receitando apenas medicação paliativa, sem solicitar exames ou orientar o isolamento.

Ao chegar em casa, a febre da paciente atingiu 39.1°C. No dia seguinte, por conta própria, ela buscou o posto de saúde do Rio Ferro, onde realizou testes rápidos. O resultado foi positivo para Influenza B.

“Minha indignação é que ninguém fala que a contaminação aumenta pelo mau atendimento. Ele não me orientou a procurar um exame, me liberou como se não fosse nada. Tenho uma filha de dois anos em casa. Se ela pega uma gripe dessa, é muito mais sério do que em um adulto”, alertou.

Providências da paciente

A paciente informou que já acionou a Secretaria Municipal de Saúde e que pretende levar o caso ao Ministério Público e ao Conselho Regional de Medicina (CRM).

O OUTRO LADO: Hospital Maria Auxiliadora se manifesta

Em nota oficial enviada à reportagem do D+News, o Hospital Maria Auxiliadora informou que já averiguou o ocorrido após receber a manifestação via Secretaria de Saúde.

Sobre o incidente físico, a instituição declarou que verificou as imagens das câmeras de segurança e não identificou qualquer situação que confirme o relato da paciente, ressaltando que outras pessoas presentes no momento também não presenciaram o ocorrido.

Quanto ao diagnóstico, o hospital esclareceu que segue um protocolo rigoroso:

  • Testes de Influenza: Não são realizados no Pronto Atendimento, sendo restritos a pacientes que necessitam de internação.
  • Conduta Médica: O atendimento foi baseado na sintomatologia (quadro clínico), seguindo o protocolo para Síndromes Respiratórias.
  • Exames: O hospital reforçou que, diante do quadro apresentado no momento da consulta, o médico entendeu que não havia necessidade de exames complementares.

A instituição finalizou afirmando estar à disposição para maiores esclarecimentos e reiterou que a paciente passou por todas as etapas de classificação de risco e aferição de sinais vitais antes da consulta.

Grupo de Notícias