A morte do bombeiro comunitário João Paulo Floriani, de 44 anos, no dia 13 de junho, vítima de uma picada de aranha-marrom, voltou a colocar em evidência os riscos associados a esse aracnídeo silencioso e perigoso. Floriani foi picado enquanto colocava uma luva para realizar trabalhos de jardinagem em sua casa, no município de Itapema (SC). Ele estava internado desde o mês passado, mas não resistiu às complicações causadas pelo veneno.
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Quem era o bombeiro e como ocorreu o acidente
João Paulo atuava como bombeiro comunitário desde 2016, prestando serviços voluntários no corpo de bombeiros da cidade. O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina lamentou a perda em nota publicada nas redes sociais:
“Registramos nossos sentimentos de tristeza e solidariedade à família e aos amigos”, afirmou a corporação.
Onde a aranha-marrom costuma se esconder
Em entrevista, a enfermeira Ana Lúcia Dalla Vechia Henschel, da Vigilância Epidemiológica de Presidente Getúlio, reforçou o alerta para os esconderijos comuns da aranha-marrom:
“Elas costumam se abrigar em calçados parados, casacos pendurados atrás da porta, depósitos pouco usados, sótãos e jardins. Por isso, sempre que for utilizar roupas ou sapatos que ficaram um tempo sem uso, é importante verificar antes para evitar acidentes”, destacou Ana.
Sinais da picada e riscos à saúde
A enfermeira explicou que os primeiros sintomas da picada surgem horas após o contato e incluem uma mancha esbranquiçada — chamada de placa mármore — no local atingido. A lesão pode evoluir para necrose, confundindo a vítima, que muitas vezes acredita que o ferimento está cicatrizando.
“Muitos pacientes procuram o serviço de saúde apenas quando a necrose já está instalada, e isso dificulta o tratamento. Há casos em que a evolução compromete os rins e outros órgãos, podendo levar à morte”, alerta Ana Lúcia.
Ela ainda frisou que todos os acidentes com a aranha-marrom devem ser notificados para que o paciente seja acompanhado adequadamente pelas equipes de saúde.
Perigo silencioso: o que diz a ciência
O Instituto Butantan aponta que a picada da aranha-marrom (gênero Loxosceles) pode causar, além de lesões cutâneas graves, reações sistêmicas como anemia hemolítica e falência renal. O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível para evitar a progressão do quadro.
Medidas de prevenção:
- Verifique roupas, calçados e roupas de cama guardados por muito tempo;
- Mantenha ambientes limpos e arejados, evitando o acúmulo de objetos;
- Use luvas e calçados fechados ao realizar trabalhos em jardins ou depósitos;
- Em caso de picada, procure atendimento médico imediatamente.
Orientações da enfermeira sobre os riscos da aranha-marrom
Para entender melhor os cuidados e sinais de alerta em casos de picada de aranha-marrom, a enfermeira Ana Lúcia Dalla Vechia Henschel, da Vigilância Epidemiológica de Presidente Getúlio, explica onde esse tipo de aranha costuma se esconder, quais são os sintomas mais comuns após a picada e a importância do atendimento médico imediato:

