A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o reajuste tarifário anual nas contas de luz para cerca de 22 milhões em estados como São Paulo, Bahia, Mato Grosso e Paraná, impactando diretamente o orçamento doméstico.
Estados e distribuidoras afetadas
As concessionárias autorizadas a aplicar os novos índices são Enel Ceará, Neoenergia Cosern, Energisa Sergipe, CPFL Paulista, Energisa Mato Grosso, Energisa Mato Grosso do Sul, Neoenergia Coelba e CPFL Santa Cruz. Os reajustes atingem consumidores de São Paulo, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. No caso da CPFL Santa Cruz, a área de concessão também alcança municípios de Minas Gerais e Paraná.
Para os consumidores residenciais, os aumentos aprovados variam de 3,52 por cento até 17,74 por cento, dependendo da distribuidora e da estrutura de custos de cada área. Isso significa que, em algumas regiões, a alta ficará moderada, enquanto em outras o impacto será muito mais pesado no bolso do cidadão.
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Motivos para o aumento da tarifa
O reajuste anual segue a lógica regulatória do setor elétrico, que considera itens como compra de energia, encargos setoriais, custos de transmissão e componentes financeiros. A Aneel explica que as tarifas precisam remunerar adequadamente o serviço para manter a qualidade da distribuição e criar incentivos à eficiência.
Na prática, a conta chega em um momento sensível para as famílias brasileiras. Como a energia elétrica é um item essencial, a subida de preço pressiona não apenas a despesa de casa, mas também os custos de comércio, indústria e serviços. Isso acaba se espalhando pela economia em forma de preços mais altos em diversos produtos.
A preocupação aumenta porque a agência já havia projetado que a conta de luz subiria em média 8 por cento em 2026, patamar acima das estimativas de inflação. Segundo o órgão, os reajustes vêm sendo pressionados, principalmente, pelo avanço dos subsídios embutidos na tarifa, o que reforça um quadro desconfortável para o consumidor.
Por: DMA notícias
