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Alerta nas lavouras: bactéria da cigarrinha do milho volta a Mafra

 

A cigarrinha-do-milho volta a preocupar produtores rurais no Planalto Norte de Santa Catarina. Pelo segundo monitoramento consecutivo, realizado entre 22 e 29 de setembro, foram detectadas bactérias associadas à praga nas lavouras de Mafra, segundo dados da Epagri.

As análises de laboratório identificaram a presença do fitoplasma do enfezamento-vermelho e do espiroplasma do enfezamento-pálido, microrganismos que podem causar danos severos à produção de milho quando transmitidos pelo inseto.

Situação controlada, mas com atenção redobrada

Apesar da nova detecção, o cenário estadual segue dentro do esperado, com média inferior a três cigarrinhas por armadilha em 55 lavouras monitoradas.
Segundo a pesquisadora Maria Cristina Canale, da Epagri/Cepaf, essa baixa incidência é resultado do bom manejo adotado pelos agricultores no início do plantio.

“Esses números refletem o empenho dos produtores. Com menos insetos nas lavouras, o risco de infecção é menor, o que indica um cenário favorável para a safra”, explica a pesquisadora.

Mesmo assim, o alerta permanece ligado. A presença das bactérias em Mafra e Guaraciaba — onde também foi identificado o vírus do mosaico estriado — reforça a necessidade de manter o manejo preventivo nas plantações.

Epagri reforça monitoramento e recomenda cuidados

O programa Monitora Milho SC, criado em 2021, acompanha semanalmente o avanço da cigarrinha e as doenças associadas em todo o Estado. O projeto é coordenado por um comitê interinstitucional formado pela Epagri, Udesc, Cidasc, Ocesc, Fetaesc, Faesc, CropLife Brasil e pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária.

A metodologia do programa tem recebido destaque nacional e internacional, tornando-se referência para outros estados e países.

Maria Cristina alerta que o manejo inicial da lavoura continua sendo o ponto mais crítico no combate à praga.

“Os produtores do Oeste e do Planalto Norte devem redobrar a atenção. A aplicação de inseticidas de contato logo nas primeiras fases do cultivo é essencial para evitar a migração da cigarrinha e reduzir a propagação das bactérias”, ressalta.

Convivência com a praga exige manejo integrado

A pesquisadora destaca que, embora o problema não seja novo, os surtos recentes mostram que o setor produtivo precisa conviver de forma inteligente com a cigarrinha-do-milho.
O manejo integrado regionalizado e o monitoramento constante são as principais estratégias para proteger a produtividade e garantir o equilíbrio das lavouras catarinenses.

Por Demais FM.
Informações Epagri.

 

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