A dengue continua sendo uma preocupação crescente em diversas regiões, e os municípios de Ibirama e Rio do Sul estão intensificando suas ações para conter a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Com o aumento significativo de focos do mosquito, as autoridades reforçam a importância da participação da comunidade na prevenção.
Situação em Ibirama
A Secretaria de Saúde de Ibirama, por meio da Vigilância Entomológica, tem intensificado as ações de combate à dengue. O município conta com 100 armadilhas espalhadas para monitoramento e atua com quatro agentes de combate a endemias, que recebem apoio dos Agentes Comunitários de Saúde.
Até o dia 11 de fevereiro de 2025, Ibirama registrou 71 focos do mosquito da dengue. O número representa um aumento expressivo em comparação com janeiro de 2024, quando foram identificados apenas 29 focos. O dado é preocupante, pois o pico histórico da doença na região costuma ocorrer no mês de abril.
A secretária de Saúde de Ibirama, Marlete Dopke, enfatiza a necessidade de engajamento coletivo: “Precisamos de um movimento em massa, com o apoio de toda a comunidade. Pedimos para que cada morador verifique sua casa e seu quintal para eliminarmos juntos os criadouros do mosquito.”
O fiscal de Serviços em Saúde, Rafael Reinicke, também reforça que a doença é um desafio complexo e que apenas os esforços das equipes de saúde não são suficientes. “Nosso combate é diário, mas precisamos da colaboração dos moradores para impedir a proliferação do Aedes aegypti. Cada cidadão precisa fazer sua parte.”
Rio do Sul reforça prevenção
Em Rio do Sul, até o momento, três casos de dengue foram confirmados em 2025, mas todos os pacientes contraíram a doença fora do município, caracterizando infecções “importadas”. Outros cinco casos suspeitos aguardam confirmação laboratorial pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen), em Florianópolis.
Apesar do número reduzido de infectados, a Secretaria de Saúde alerta para a presença de 71 focos do mosquito Aedes aegypti na cidade. Os bairros com maior incidência de focos são:
- Canoas – 12 focos
- Canta Galo – 9 focos
- Laranjeiras – 8 focos
- Centro – 8 focos
- Boa Vista – 5 focos
O monitoramento ocorre por meio de armadilhas espalhadas pela cidade, acompanhadas regularmente pela Divisão de Combate às Endemias. Entretanto, a presença de focos não significa necessariamente um aumento imediato na população de mosquitos transmissores. Qualquer recipiente com água parada pode se tornar um criadouro do Aedes aegypti.
Por isso, a colaboração da comunidade é essencial. Medidas simples, como eliminar recipientes com água acumulada e alertar vizinhos sobre possíveis focos em locais abandonados, podem impedir a proliferação do mosquito e evitar novos casos de dengue na cidade.
Prevenção e combate à dengue
Tanto em Ibirama quanto em Rio do Sul, as autoridades alertam que a melhor forma de combate à dengue é a prevenção. Algumas ações fundamentais incluem:
- Eliminar recipientes que possam acumular água parada.
- Manter caixas d’água, tonéis e outros reservatórios sempre bem fechados.
- Limpar calhas e ralos regularmente.
- Alerta e conscientização da população sobre a importância da prevenção.
Com a colaboração de todos, é possível reduzir significativamente a incidência da dengue nas cidades e proteger a saúde da população.
Por Demais FM
