O número de trabalhadores brasileiros afastados do trabalho por problemas de saúde mental mais que dobrou nos últimos 13 anos. De acordo com dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, em 2012 foram registrados pouco mais de 213 mil afastamentos. Já em 2024, esse número saltou para 471 mil — um aumento de mais de 120%.
Na prática, isso significa que, em média, quase 40 mil pessoas por ano precisaram se afastar do trabalho devido a transtornos mentais.
O menor número de afastamentos foi registrado em 2015, com cerca de 170 mil casos. Desde então, os números não pararam de subir, até atingir o recorde atual em 2024.
Setores mais afetados
Os dados revelam que alguns setores concentram a maior parte dos afastamentos por tempo indeterminado, causados por fatores relacionados ao ambiente de trabalho. Entre eles estão:
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Bancos e instituições financeiras (20%)
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Administração pública (11,3%)
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Atendimento hospitalar (10,2%)
Principais causas dos afastamentos
Os transtornos que mais motivaram licenças médicas foram:
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Ansiedade (41,1%)
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Estresse e reações a eventos traumáticos (28,6%)
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Episódios depressivos (21,1%)
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Depressão recorrente (7,5%)
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Transtorno bipolar (4,3%)
Esses números mostram um cenário preocupante e reforçam a importância do cuidado com a saúde mental no ambiente de trabalho.
Avaliação da saúde mental nas empresas é adiada
O Ministério do Trabalho e Emprego havia anunciado uma nova regra que obrigaria empresas a avaliarem a saúde mental de seus funcionários. A medida entraria em vigor no dia 26 de maio, mas foi adiada. Ainda não há uma nova data definida.
Enquanto isso, especialistas destacam a importância de ações preventivas dentro das empresas, como apoio psicológico, jornadas mais equilibradas e ambientes de trabalho mais saudáveis.
