Segurança

Acusado de participar de chacina no Norte catarinense é inocentado quase 5 anos após crime

Acusado de participar de chacina em Araquari é inocentado quase 5 anos após crime – Foto: Ricardo Alves/NDTV

Um dos oito acusados de participar de uma chacina em Araquari, no Norte catarinense, foi inocentado em júri popular na última semana. O crime aconteceu em dezembro de 2019, e, segundo a investigação, o homem seria um dos designados por um chefe da facção criminosa para cometer o assassinato de cinco pessoas, além da tentativa de homicídio de outras duas pessoas.

De acordo com a defesa do réu, a “justiça não é atingida somente quando o réu é condenado, mas também quando o inocente é absolvido”. “Ele vai poder finalmente voltar para a sua família”, disse a advogada Francine Kuhnen.

Em fevereiro de 2022, dois acusados pelo crime foram condenados. Eduardo Teixeira, chefe da organização criminosa, e Gilberto Alves de Lima, que ajudou na fuga, foram condenados a 56 e 44 anos de prisão, respectivamente.

Relembre a chacina em Araquari
O crime aconteceu no dia 6 de dezembro de 2019, quando uma comunidade de ocupação foi atacada a tiros, no Centro da cidade. Cinco pessoas morreram, entre elas uma idosa de 70 anos. Outras duas ainda ficaram feridas.

De acordo com denúncia do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), Eduardo Teixeira, chefe da facção criminosa, ordenou que Djonatta Willian da Rocha, Valtencir Alves de Quadros, Anderson Camargo Carneiro e Amilton José Cidral fossem até o local para cometer os crimes.

A casa, segundo a investigação, era um ponto de venda de entorpecentes. A área em que ocorreram as mortes não teria autorização da facção para o comércio de drogas e, pelo menos, duas das vítimas estariam administrando a venda no local.

Além disso, um dos mortos estaria tentando retomar uma posição de destaque dentro da facção e a ação seria uma retaliação antecipada a essa tentativa de retomada de poder.

Rafael Luciano Dutra e Gilberto Alves de Lima, também acusados pelo MPSC, foram os responsáveis por garantir a fuga dos atiradores. Eles utilizaram uma moto e um veículo não identificado a fim de acobertar os acusados em caso de aproximação policial, além de esconder as armas utilizadas na chacina.

Fonte/NDmais

 

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