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Fumageira vai fechar unidade em Canoinhas para investir em Mafra

 

Seguindo os passos da Philip Morris, que deixou Canoinhas há pouco mais de dois anos, a JTI também vai fechar a unidade de Canoinhas. A intenção é investir na cidade vizinha de Mafra.

“A JTI acredita no Brasil e no seu potencial de crescimento, por isso, ano após ano tem anunciado investimentos, tornando a sua operação, da pesquisa ao ponto de venda, mais forte”, diz anúncio distribuído à imprensa na tarde desta sexta-feira, 15.

“E é com foco no crescimento da indústria e no fortalecimento do setor do tabaco, que após amplo estudo decidiu por um novo investimento no Brasil, dessa vez no Estado de Santa Catarina, com a realocação de sua filial de compra de tabaco localizada em Canoinhas para o município de Mafra. Essa mudança se faz necessária em virtude de oportunidades maiores de expansão da empresa no novo prédio, vislumbrando crescimento a longo prazo e o fortalecimento do setor do tabaco”, segue o comunicado.

Entre os benefícios levados em consideração para a escolha de Mafra estão a possibilidade de posicionar a JTI de forma mais estratégica em relação às regiões produtoras de tabaco, aumento da capacidade operacional e otimização da operação logística. Estima-se a abertura de cerca de 60 postos de trabalho, entre posições permanentes e temporárias.

Como próximo passo, a empresa anuncia, também, o início da construção do novo prédio, que acontecerá nos próximos meses, além da aquisição e instalação dos equipamentos. A previsão de início da operação na filial de Mafra é para a safra de 2025. Até lá, a empresa segue com a operação em Canoinhas. A partir de 2025, a compra e a distribuição de insumos para os produtores da região passam a acontecer na filial de Mafra.

“Com mais esse investimento no Brasil, a JTI reitera o seu compromisso com o fortalecimento do setor do tabaco e o quanto acredita no potencial do País para seguirmos apostando na qualidade do tabaco brasileiro. Além disso, seguiremos focados em manter nossa relação de parceria com os nossos produtores integrados, que estão no centro de tudo o que fazemos”, afirma Roberto Macedo, líder da Operação de Tabaco no Brasil.

Produtores de tabaco de Canoinhas lamentaram a decisão da empresa. Eles destacaram o tamanho da empresa e o potencial da unidade de compra que existe hoje em Canoinhas, principalmente no mercado de trabalho local. Eles contaram que produtores de tabaco de toda a região trazem sua produção para ser comercializado em Canoinhas por causa da JTI. Consequentemente, esse movimento contribui substancialmente para a economia local.

Por J+/Demais FM

 

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