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Câmara de Mafra aprova projeto de 176 apartamentos após plenário lotado e semanas de polêmica

Foto: Robson Komochena / Rio Mafra Mix / Reprodução D+News

A Câmara de Vereadores de Mafra aprovou, na sessão desta segunda-feira (10), o Projeto de Lei nº 061/2025, que autoriza o município a doar uma área pública para a construção de dois residenciais do programa Minha Casa, Minha Vida, na Vila Nova.

A votação foi acompanhada por um plenário lotado. A proposta vinha sendo discutida há semanas, principalmente em razão da localização escolhida para o empreendimento e dos possíveis impactos sobre a estrutura urbana do bairro.

O projeto recebeu seis votos favoráveis e cinco contrários. O vereador José Marcos Witt (PSDB) não participou da votação por ter sido considerado impedido. O presidente da Câmara, João Celso Cardoso (MDB), não precisou votar, já que o regimento prevê sua participação apenas em caso de empate.

O que está previsto no projeto?

A proposta autoriza a Prefeitura de Mafra a doar o terreno ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), administrado pela Caixa Econômica Federal. A área será utilizada para a implantação de dois residenciais, que totalizarão 176 apartamentos destinados a famílias de baixa renda. O investimento federal estimado para a construção é de aproximadamente R$ 27,8 milhões.

Segundo dados apresentados anteriormente pela Prefeitura, 1.882 famílias estão cadastradas aguardando uma moradia em Mafra, número que corresponde a cerca de 4.398 pessoas.

A administração municipal também informou que a região da Vila Nova concentra uma parcela significativa da demanda habitacional do município.

O que o empreendimento deve oferecer

Além das unidades habitacionais, o projeto prevê estruturas e equipamentos destinados aos moradores:

Estrutura Previsão
Apartamentos 176
Residenciais 2
Investimento federal estimado R$ 27,8 milhões
Playground Previsto
Biblioteca Prevista
Bicicletário Previsto
Vagas para carros e motos Previstas
Tratamento de esgoto Estação própria

Por que a localização gerou discussão?

A construção das moradias populares não foi o principal ponto de divergência entre os moradores que se manifestaram durante as discussões. A maior controvérsia esteve relacionada à escolha do terreno na Vila Nova. Moradores questionaram os possíveis efeitos da chegada de um novo conjunto habitacional sobre a infraestrutura existente no bairro.

Entre os pontos levantados durante os debates estiveram trânsito, drenagem, mobilidade urbana e a capacidade dos serviços públicos, especialmente nas áreas de saúde, educação e transporte coletivo. Uma audiência pública chegou a ser realizada na Câmara para discutir a proposta antes da votação.

De outro lado, representantes do Executivo e responsáveis técnicos pelo empreendimento defenderam que o terreno escolhido atende aos critérios estabelecidos pelo Ministério das Cidades e pela Caixa Econômica Federal.

Entre as exigências consideradas estão a proximidade de escola, unidade de saúde, transporte público e comércio, fatores que facilitam o acesso dos futuros moradores aos serviços básicos.

Como ficou a votação?

O projeto foi aprovado por uma diferença de apenas um voto.

Vereador Partido Voto
Jonas Heide PL Favorável
Nereu Carvalho Republicanos Favorável
João Carlos Reiser Republicanos Favorável
Sérgio Luiz Severino PP Favorável
Valdir Sokolski Junior Republicanos Favorável
Vanderlei Peters Podemos Favorável
Rafael Cavalheiro MDB Contrário
Everton Demétrio MDB Contrário
Ronaldo de Mello Wolski PL Contrário
Wagner Grossl PL Contrário
Miriam Clara Schloegl PRD Contrária
José Marcos Witt PSDB Impedido

Resultado: 6 votos favoráveis, 5 contrários e 1 vereador impedido.

Vereador foi impedido de votar

José Marcos Witt (PSDB) não participou da votação. Conforme o Parecer nº 103/2026, o parlamentar foi considerado impedido em razão de uma possível situação de interesse particular relacionada ao vínculo de sua irmã com o empreendimento. Com a aprovação do projeto, o município fica autorizado a avançar com a destinação da área para a implantação dos residenciais previstos no programa habitacional.

A votação encerra uma etapa de discussão política e comunitária sobre o terreno, mas o empreendimento ainda depende das demais etapas técnicas e administrativas necessárias para sua execução. O caso agora passa a ser acompanhado por moradores, Poder Público e demais envolvidos, especialmente em relação à implantação da infraestrutura e aos impactos que o novo conjunto habitacional poderá produzir na Vila Nova.

Por Demais FM / Com informações e apurações de Riomafra Mix

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