O Agosto Dourado chama atenção, ao longo deste mês, para a importância do aleitamento materno. A campanha reforça que a amamentação é uma medida de saúde pública, com impacto direto na saúde dos bebês, na recuperação das mães e na redução de doenças e internações.
Leite materno é considerado alimento de ouro
O leite materno fornece todos os nutrientes necessários nos primeiros meses de vida, fortalece o sistema imunológico e ajuda no desenvolvimento infantil. Por isso, a cor dourada da campanha representa o conceito de “alimento de ouro”, adotado pela Organização Mundial da Saúde.
No Brasil, o Agosto Dourado foi instituído por lei em 2017 e passou a estimular ações educativas sobre o tema. A iniciativa também busca orientar famílias sobre a amamentação exclusiva até os seis meses e o aleitamento continuado até os dois anos ou mais.
Dados mostram avanços e desafios no país
Segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil, de 2019, 45,8% dos bebês de até seis meses recebiam apenas leite materno. O índice representa avanço em relação a 2006, quando a taxa era de 37,1%, e a décadas anteriores, quando o número era muito menor.
Mesmo com a melhora, ainda há desafios. O levantamento aponta que parte das crianças não recebe o leite na primeira hora de vida e que muitos bebês passam a usar mamadeira e chupeta cedo demais, o que pode atrapalhar a continuidade da amamentação.
Apoio faz diferença para as mães
Especialistas destacam que o suporte da família, das maternidades e dos empregadores é fundamental para manter o aleitamento. Entre as medidas recomendadas estão o contato pele a pele logo após o parto, licença-maternidade ampliada e espaços adequados para amamentar ou retirar leite.
A campanha também reforça a doação de leite humano, essencial para recém-nascidos prematuros e bebês internados. Em 2024, a rede de bancos de leite do país recolheu 245,7 mil litros e ajudou mais de 219 mil crianças.
Por: Demais FM / Com informações de Agência Senado
