Um exame de sangue usado há décadas para acompanhar o colesterol ruim pode não mostrar com precisão o risco real de infarto e AVC. A conclusão vem de uma pesquisa que analisou mais de 250 mil pacientes e reforça a importância de outro marcador, a apoB.
apoB pode indicar risco com mais precisão
O LDL mede a quantidade de colesterol dentro das partículas de gordura no sangue. Já a apoB ajuda a contar quantas dessas partículas circulam no organismo e podem se prender às artérias.
Na prática, isso faz diferença porque uma pessoa pode ter um LDL aparentemente controlado e, mesmo assim, carregar muitas partículas capazes de aumentar o risco cardiovascular.
O que mostrou a pesquisa
Publicada no JAMA, a análise comparou metas baseadas em LDL, colesterol não-HDL e apoB. O modelo simulou ajustes de tratamento com estatinas mais fortes e, quando necessário, com ezetimiba, remédio usado para reduzir o colesterol.
Os resultados mostraram vantagem para a apoB. Em parte das análises, ela gerou mais anos de vida ajustados por qualidade e teve melhor custo-benefício dentro do limite avaliado no estudo.
Outras análises reforçam a conclusão
Um segundo trabalho, publicado no JAMA Cardiology, também apontou que o número de lipoproteínas com apoB captou melhor o risco de infarto do que o LDL isolado.
A pesquisa avaliou quase 430 mil pessoas, entre casos de prevenção primária e pacientes com aterosclerose já diagnosticada. O resultado fortalece a ideia de que olhar apenas para o LDL pode ser insuficiente em alguns casos.
