O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ajuizou uma ação civil pública para tentar reduzir as filas de espera por fisioterapia, psicologia e fonoaudiologia em Taió. A medida pede que o município reorganize a oferta dos serviços no SUS e garanta atendimento em prazo considerado razoável.
Fila supera 1,2 mil pessoas
Segundo a apuração da Promotoria de Justiça da comarca, pelo menos 1.255 pacientes aguardam atendimento nessas especialidades. São 232 pessoas na fila por sessões de fisioterapia e outras 1.023 esperando por atendimento psicológico, entre consultas e avaliações.
Na fonoaudiologia, o levantamento apontou que o município conta com apenas duas profissionais contratadas desde 2008, número considerado insuficiente para atender a demanda de uma população de cerca de 19 mil habitantes.
Investigação começou após atendimento ao público
O caso começou a ser apurado após um atendimento realizado na Promotoria, em setembro de 2025. Na ocasião, foi relatado que entre 400 e 500 pessoas aguardavam fisioterapia havia cerca de três meses, enquanto o credenciamento de profissionais estava parado.
A partir disso, o MPSC enviou pedidos de informação ao município e depois abriu inquérito civil. A investigação identificou que a falta de profissionais atingia não só a fisioterapia, mas também psicologia e fonoaudiologia.
Ministério Público pede prazo de 60 dias
Na ação, o Ministério Público pede que o município adote medidas em até 60 dias para reduzir a fila e fazer com que a espera não ultrapasse 100 dias. Entre as providências solicitadas estão a convocação de aprovados em concurso público, a conclusão de credenciamentos, a contratação temporária ou até o custeio de atendimentos na rede privada.
O MPSC informa ainda que o parâmetro de 100 dias segue orientação do Conselho Nacional de Justiça, que considera excessiva a demora acima desse prazo para consultas e outros serviços eletivos do SUS.
Por: Demais FM / Com informações de MPSC
