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Presidente da Fifa nega interferência em caso de cartão vermelho dos EUA

Foto: Phil Noble / Reuters

Gianni Infantino negou qualquer interferência política na decisão que anulou o cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun, da seleção dos Estados Unidos, na Copa do Mundo. O presidente da Fifa afirmou que recebeu um telefonema de Donald Trump, mas disse que a análise do caso foi feita pelos órgãos disciplinares da entidade.

Fifa diz que decisão foi técnica

Em comunicado, Infantino destacou que os órgãos judiciais da Fifa atuam de forma independente e que apenas tomou conhecimento do processo em andamento. Segundo ele, a entidade respeita as decisões tomadas por seus comitês, mesmo quando há discordância.

A polêmica começou depois que Trump afirmou ter pedido à Fifa uma revisão do lance. O presidente norte-americano disse que não considerou justa a expulsão e elogiou a reversão da punição, o que aumentou a pressão sobre a federação internacional.

Belgas contestam liberação do jogador

A Bélgica, que enfrenta os Estados Unidos por vaga nas quartas de final, criticou a decisão e disse que ainda não recebeu explicações formais da Fifa. A federação belga afirmou que deve contestar a elegibilidade de Balogun para a próxima partida.

Segundo os belgas, o código disciplinar da Fifa prevê suspensão automática em caso de cartão vermelho. A entidade também apontou que a regra da competição reforça esse entendimento e que a punição deveria ser mantida.

Pressão aumentou após fala de Trump

A decisão também foi comemorada por Trump e pelo técnico da seleção dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino. O treinador afirmou que a expulsão havia prejudicado a equipe e que a revisão foi justa.

O lance aconteceu após revisão no VAR, quando o árbitro brasileiro Raphael Claus expulsou Balogun por um pisão no tornozelo de um adversário. A atuação do juiz também foi alvo de críticas do presidente norte-americano.

Por: Demais FM / Com informações de g1

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