O Planalto Norte de Santa Catarina registrou 166 casos de violência contra a mulher entre janeiro e junho deste ano. O levantamento considera ameaças, agressões, descumprimentos de medidas protetivas, tentativas de feminicídio e feminicídios consumados.
Março teve o maior número de casos
O mês de março foi o mais crítico do semestre, com 45 ocorrências. O número representa cerca de 27% de todos os registros do período.
Depois da alta, os casos diminuíram, mas seguiram em patamar elevado. Foram 21 registros em abril, 23 em maio e 32 em junho.
Padrões se repetem nas ocorrências
Em muitos casos, as denúncias apontam que as agressões começaram após términos de relacionamento ou em situações ligadas a ciúmes. Também chama atenção a presença de álcool ou drogas em parte dos relatos.
Outro ponto recorrente é o dano a bens materiais das vítimas. Há registros de móveis quebrados, veículos danificados e até portas e janelas destruídas.
Ações de prevenção ganham espaço
Diante do cenário, entidades e organizações da região têm reforçado ações de conscientização em Canoinhas e no Planalto Norte. O foco também está na orientação sobre medidas protetivas e na prevenção da violência doméstica.
Dados estaduais mostram que o problema segue grave em Santa Catarina. Entre 2020 e 2024, o Mapa do Feminicídio do Ministério Público de Santa Catarina registrou 326 casos no Estado.
Por: Demais FM / Com informações de Leonardo Carriel
