O Brasil deve atingir no sábado, 27 de junho, a marca de R$ 2 trilhões em impostos arrecadados em 2026, segundo projeção do Impostômetro. O número chama atenção porque confirma a alta velocidade da cobrança, mas também expõe que a situação fiscal continua apertada.
Déficit segue mesmo com alta arrecadação
De acordo com o levantamento, a marca será alcançada cerca de seis dias antes do que em 2025. Isso mostra que o governo está arrecadando mais cedo, mas sem conseguir equilibrar as contas.
As projeções do Prisma Fiscal indicam déficit primário próximo de R$ 59 bilhões para 2026. Para tentar conter o rombo, o orçamento já recebeu bloqueio superior a R$ 23 bilhões.
Pressão sobre as contas públicas aumenta
Além das despesas tradicionais, o cenário inclui gastos que ficam fora da conta primária, como precatórios, programas subsidiados e linhas de crédito com garantia pública.
Entre esses itens, estão financiamentos voltados a caminhoneiros, taxistas e motoristas de aplicativo. As estimativas apontam que essa pressão extra pode chegar perto de R$ 200 bilhões em 2026.
Mesmo com a arrecadação recorde, o país segue com juros altos, dívida crescente e baixa capacidade de transformar impostos em serviços públicos de qualidade. O dado reforça o debate sobre o tamanho do Estado e a eficiência do gasto público.
Por: Demais FM / Com informações de DMA Notícias
