Algumas pessoas na Venezuela receberam alertas no celular antes de sentir os tremores que atingiram o norte do país na última quarta-feira (24). O recurso ajudou usuários a ganhar segundos preciosos antes dos abalos. As informações são do G1.
Como o alerta chegou antes
As notificações foram enviadas pelo sistema de alertas antecipados de terremotos do Android, do Google. Segundo a empresa, os próprios celulares funcionam como pequenos sensores para identificar movimentos fora do padrão.
Quando vários aparelhos detectam vibrações parecidas ao mesmo tempo, o sistema cruza os dados e confirma a possibilidade de um terremoto. A partir disso, os alertas são enviados para quem está na área de risco.

Celulares como mini-sismômetros
O mecanismo usa o acelerômetro, sensor que percebe movimento e aceleração do aparelho. É o mesmo recurso que faz a tela girar quando o celular é inclinado.
De acordo com o Google, mais de 2 bilhões de aparelhos Android ajudam nessa rede de monitoramento. Desde 2021, o sistema já identificou mais de 18 mil tremores, com cerca de 2 mil terremotos fortes o bastante para gerar alertas.
Quando o aviso é enviado
As notificações costumam ser disparadas em terremotos de magnitude 4,5 ou superior. No caso da Venezuela, os tremores tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5, com intervalo de menos de um minuto.
O Google também considera a Escala de Intensidade Mercalli Modificada, que mede o impacto prático do tremor. Quando a intensidade é menor, o celular envia um alerta de atenção. Em casos mais fortes, o sistema dispara um alerta de ação, avisando que o tremor já pode ser sentido.
