A inflação oficial do país desacelerou em maio, mas os alimentos continuaram pesando no bolso do consumidor. Segundo o IBGE, o grupo de Alimentação e bebidas subiu 1,33% no mês e foi o principal responsável pela alta do IPCA, que ficou em 0,58%. As informações são da CNN Brasil.
Itens básicos puxam a alta
Dentro da alimentação no domicílio, a variação foi de 1,65%. Os maiores aumentos vieram da batata-inglesa, com alta de 44,69%, do tomate, que subiu 20,62%, da cebola, com 16,80%, e das carnes, que avançaram 1,39%.
Mesmo com algumas quedas pontuais, como café moído (-2,38%) e frutas (-0,70%), o movimento geral seguiu de pressão sobre a cesta de compras. Já a alimentação fora do domicílio também subiu, mas em ritmo menor: 0,49%.
Clima e oferta ajudam a explicar o cenário
O resultado reforça a influência do clima, dos custos de produção e da oferta de produtos no preço final pago pelo consumidor. Para o agronegócio, o dado acende um alerta sobre a importância do equilíbrio entre safra, abastecimento e logística para evitar novos repasses ao consumidor.
Na comparação com abril, a inflação geral perdeu força, mas o comportamento dos alimentos mostra que o alívio ainda não chegou com a mesma intensidade ao mercado. Para as famílias, isso significa mais dificuldade na hora de fechar a conta do supermercado.
