Ibirama já passa de 400 focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana. O avanço acende um alerta para a necessidade de reforçar os cuidados dentro de casa e nos terrenos.
Focos espalhados por praticamente toda a cidade
Segundo a Vigilância Epidemiológica, praticamente todos os bairros de Ibirama têm infestação do mosquito. Os pontos com maior número de registros são Ponto Chic, Progresso, Bela Vista e Dalbérgia.
A maior parte dos focos é encontrada em armadilhas instaladas pela cidade e em locais estratégicos monitorados pelas equipes de Endemias. Mesmo assim, os agentes alertam que os principais criadouros seguem aparecendo em resíduos descartados de forma irregular e dentro das próprias residências.
Entre os pontos que mais acumulam água parada estão vasos de plantas, caixas d’água sem tampa, piscinas sem tratamento, calhas e ralos entupidos, poços abertos e recipientes de água para animais. Folhas de palmeiras e troncos ocos de árvores também exigem atenção.
Equipes intensificam o monitoramento
As ações de combate incluem inspeções semanais nas armadilhas, visitas aos Pontos Estratégicos a cada 14 dias, além de delimitação e revisão de focos, levantamento de índices, tratamento de áreas e investigação de denúncias.
Também são feitas pesquisas vetoriais especiais, conhecidas como PVEs, borrifação de inseticida em locais com maior incidência e o Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti, o LIRA, usado para acompanhar o avanço da infestação.
A Vigilância reforça que a participação da comunidade é decisiva para frear a proliferação do mosquito. Segundo a equipe de Endemias, sem a colaboração dos moradores, o trabalho no campo fica comprometido diante do número de focos já registrados.
“Precisamos contar com a ajuda do povo ibiramense para combater este mosquito. A responsabilidade é de todos nós”, destaca a equipe de Endemias.
Presidente Getúlio também mantém acompanhamento
Em Presidente Getúlio, os dados da Vigilância Epidemiológica apontam 114 focos do mosquito. O Centro lidera com 39 registros, seguido por Primavera, com 17, e Índio Esquerdo, com 13.
Também foram contabilizados focos nos bairros Niterói, Pinheiro, Pinheiro Alto, Revolver e Rio Ferro. Até 19 de maio de 2026, o município somava 12 suspeitas de dengue, todas negativas.
A primeira suspeita foi registrada em 19 de janeiro de 2026, e a última em 22 de abril de 2026. No período, não houve casos positivos, nem inconclusivos.
