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Planalto Norte encerra 2025 com saldo positivo nas exportações

Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

Mesmo diante do impacto do tarifaço imposto pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Planalto Norte catarinense encerrou 2025 com saldo positivo na balança comercial. A região, que compreende municípios de Porto União a São Bento do Sul, exportou cerca de US$ 180,38 milhões a mais do que importou no período — valor que ultrapassa R$ 900 milhões na cotação atual.

Os números mostram a força da economia regional mesmo em um cenário internacional adverso. Ao longo de 2025, o Planalto Norte exportou US$ 337,47 milhões (aproximadamente R$ 1,68 bilhão), enquanto as importações somaram US$ 157 milhões (cerca de R$ 785 milhões).

O principal destaque segue sendo o setor de madeira e móveis, responsável por quase dois terços de toda a pauta exportadora regional. O segmento respondeu sozinho por 63,63% das exportações, consolidando o Planalto Norte como um dos principais polos florestais e moveleiros de Santa Catarina. Na sequência aparecem os setores metalmecânico (9,22%) e de alimentos e bebidas (6,33%).

Participação dos setores nas exportações do Planalto Norte em 2025

Setor Participação
Madeiras e móveis 63,63%
Metalmecânica 9,22%
Alimentos e bebidas 6,33%
Máquinas e equipamentos 6,30%
Têxtil 5,95%
Equipamentos elétricos 4,77%
Cerâmico 3%
Produção florestal 2,71%
Indústria diversa 2%
Produtos químicos 1,41%
Automotivo 1,36%
Papel e celulose 0,65%

Apesar do bom desempenho geral, os dados revelam contrastes importantes nas relações comerciais internacionais. Os Estados Unidos continuaram sendo o principal destino dos produtos da região. O Planalto Norte exportou US$ 126 milhões para o mercado norte-americano e importou apenas US$ 4 milhões do país.

Já com a China, a relação é inversa: a região exportou apenas US$ 6,5 milhões, enquanto importou cerca de US$ 42 milhões em produtos chineses.

Tarifaço afetou setores ligados à madeira

As tarifas impostas pelos Estados Unidos chegaram a 50% em determinados segmentos, afetando diretamente setores ligados à madeira e móveis, que têm forte dependência do mercado norte-americano. Posteriormente, parte das medidas perdeu força após decisão da Justiça dos Estados Unidos, que considerou ilegais algumas das tarifas aplicadas.

Mesmo assim, segmentos tradicionais sentiram os reflexos da retração das vendas externas. Dados do Observatório Fiesc mostram que as exportações catarinenses de madeira serrada recuaram 2,5% no acumulado do ano, somando US$ 125 milhões. Também registraram queda as vendas de obras de carpintaria para construções (-36,1%) e outros móveis (-33,7%).

Santa Catarina bate recorde histórico nas exportações

Na contramão das dificuldades internacionais, Santa Catarina registrou em 2025 o maior volume de exportações desde o início da série histórica, iniciada em 1997. O estado fechou o ano com US$ 12,2 bilhões em vendas externas, crescimento de 4,4% em relação ao ano anterior.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelo agronegócio. Segundo dados da Epagri/Cepa, o estado exportou 2 milhões de toneladas de carnes, gerando receita de US$ 4,5 bilhões — avanço de 8,5% em comparação com 2024.

Santa Catarina segue como o maior exportador de carne suína do Brasil e o segundo maior exportador de carne de frango do país.

Entre janeiro e abril de 2026, as exportações de carne de aves cresceram 8,2%, alcançando US$ 856,2 milhões. A carne suína teve alta de 6%, enquanto setores como máquinas agrícolas e transformadores elétricos também apresentaram forte crescimento.

China lidera destinos das exportações catarinenses

No acumulado de 2026, a China se consolidou como principal destino das exportações catarinenses, com US$ 406,7 milhões em compras e crescimento de 7,2%. O Japão apresentou avanço expressivo de 42,2%, impulsionado principalmente pela carne suína.

Por outro lado, os Estados Unidos reduziram em 39% as compras de produtos catarinenses entre janeiro e abril deste ano, evidenciando os impactos das tensões comerciais e das barreiras tarifárias impostas ao mercado internacional.

Mesmo diante do cenário mais desafiador, Santa Catarina mantém desempenho considerado resiliente na balança comercial, sustentado pela diversificação da produção industrial, força do agronegócio e abertura de novos mercados internacionais.

Por Demais FM / Portal Jmais

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