A Ministério Público de Santa Catarina registrou novos desdobramentos da Operação Mensageiro nos últimos 12 meses e ampliou o cerco contra agentes públicos investigados por corrupção em Santa Catarina. Entre abril de 2025 e abril de 2026, foram apresentadas 22 novas denúncias criminais e proferidas nove condenações ligadas ao esquema.
De acordo com os dados divulgados pelo MPSC, as novas denúncias envolvem 53 pessoas, entre elas 14 ex-prefeitos, três ex-vice-prefeitos, 18 agentes públicos e empresários apontados como integrantes do núcleo privado da organização criminosa. Ao todo, mais de 500 crimes foram atribuídos aos denunciados, incluindo fraudes em licitações, contratos públicos e pagamento de propina.
Na fase de julgamentos, o período registrou sete novas condenações — cinco delas no Tribunal de Justiça de Santa Catarina e duas em primeira instância. Além disso, outros dois acórdãos do tribunal confirmaram condenações em ações penais já existentes.
Somadas, as penas aplicadas ultrapassam 895 anos de prisão. Entre os condenados estão um prefeito em exercício, cinco ex-prefeitos e dois ex-secretários municipais.
Outro avanço importante foi o trânsito em julgado das condenações de três réus, incluindo um ex-prefeito de Itapoá. Com isso, não há mais possibilidade de recursos nesses casos.
Atualmente, a Operação Mensageiro contabiliza 53 ações penais em andamento. Destas, 12 já foram julgadas, embora ainda aguardem recursos, e outros 10 processos estão prontos para sentença após o encerramento da fase de instrução.
Considerada a maior operação de combate à corrupção já realizada em Santa Catarina, a Operação Mensageiro completou três anos em dezembro de 2025. A investigação foi deflagrada em dezembro de 2022 pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do MPSC, com apoio do Grupo Especial Anticorrupção e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas.
Em agosto de 2025, a operação chegou à sexta fase, com prisões preventivas de empresários e cumprimento de mandados de busca e apreensão contra servidores, ex-servidores e agentes políticos.
As investigações apuram um esquema de corrupção envolvendo contratos nos setores de coleta e destinação de lixo, abastecimento de água e iluminação pública em municípios catarinenses e também em outras regiões do país.
O caso teve origem em 2021, durante a Operação Et Pater Filium, que revelou um esquema de corrupção no Planalto Norte catarinense e deu origem às investigações que resultaram na Operação Mensageiro.
por Demais FM / MPSC
