O Tribunal do Júri condenou o primeiro dos três réus envolvidos no brutal assassinato da adolescente Ana Beatriz Schelter, de 12 anos. O crime, ocorrido em março de 2016 em Rio do Sul, teve um desfecho judicial importante nesta semana com a sentença de 58 anos e nove meses de prisão para o homem apontado como o principal autor das agressões.
Condenação atende pedido do Ministério Público
A condenação atendeu integralmente à tese do Ministério Público de Santa Catarina. O réu, de 58 anos, foi considerado culpado por estupro de vulnerável, homicídio qualificado por asfixia e emboscada, além de fraude processual. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado e o direito de recorrer em liberdade foi negado.
O julgamento ocorreu em Florianópolis após um pedido da defesa para mudar o local, retirando o processo da comarca de Rio do Sul. Durante a sessão, que durou quase 24 horas, os promotores destacaram a crueldade do crime e o impacto devastador na vida da família, que esperava por justiça há quase uma década.
Relembre o caso que comoveu o estado
Ana Beatriz desapareceu em 2 de março de 2016, enquanto caminhava para o Colégio Estadual Henrique da Silva Fontes. O trajeto era curto, mas ela nunca chegou ao destino. No dia seguinte, seu corpo foi encontrado dentro de um contêiner às margens da BR-470, em Rio do Sul.
A investigação revelou que a cena do crime foi forjada para parecer um suicídio por enforcamento, mas a perícia técnica descartou essa hipótese rapidamente. O exame confirmou que a menina sofreu violência sexual e foi morta por esganadura. O condenado era conhecido da família e usou dessa proximidade para monitorar a rotina da adolescente e planejar o crime.
Próximos passos e outros envolvidos
O pai de Ana Beatriz, Ismael Schelter, acompanhou o julgamento emocionado e agradeceu o trabalho da justiça. Ele e outros familiares vestiram camisetas com a foto da menina durante todo o júri popular, pedindo que a punição servisse de exemplo contra a violência infantil.
Ainda restam outros dois homens denunciados pelo mesmo crime. Eles devem ser levados a júri popular em junho de 2026. O condenado atual já está preso no Presídio Regional de Rio do Sul, onde deve permanecer para o cumprimento da pena estabelecida.
