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Santa Catarina é o 5º estado em acidentes de trabalho e registra prejuízo bilionário

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Santa Catarina ocupa hoje uma posição preocupante no cenário nacional de segurança do trabalho. Apesar de ser a sexta maior economia do Brasil, o estado sobe para o quinto lugar quando o assunto é o registro de acidentes laborais. Entre os anos de 2022 e 2023, o número de ocorrências em solo catarinense teve um salto de 10%, gerando um impacto profundo tanto na vida dos trabalhadores quanto nas contas públicas e no setor produtivo.

Impacto econômico e social atinge R$ 5 bilhões

O reflexo desses números vai muito além da dor das famílias atingidas. De acordo com dados oficiais, entre 2012 e 2022, os cofres públicos em Santa Catarina desembolsaram mais de R$ 5 bilhões em benefícios previdenciários decorrentes de acidentes. No total, foram cerca de 72 milhões de dias de trabalho perdidos, o que afeta diretamente a produtividade das indústrias e o crescimento das empresas em todo o estado.
As ocorrências são divididas principalmente em três frentes: acidentes típicos, que ocorrem durante a execução das tarefas; acidentes de trajeto, no deslocamento entre casa e trabalho; e as doenças ocupacionais, que são agravadas pelo ambiente laboral. As profissões mais afetadas refletem a força da nossa indústria, com destaque para trabalhadores de linhas de produção, motoristas de caminhão e serventes de obras.

Analfabetismo funcional é barreira para segurança

Especialistas em segurança do trabalho alertam que apenas o uso de equipamentos de proteção (EPIs) e treinamentos de rotina podem não ser suficientes. Uma barreira invisível identificada é o analfabetismo funcional. Segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional, um em cada quatro trabalhadores brasileiros tem dificuldade para interpretar textos simples ou realizar cálculos básicos, o que impede a compreensão real das normas de segurança.
Muitos acidentes graves ocorrem porque o trabalhador não consegue absorver a instrução técnica da forma como ela é escrita nos manuais. O desafio atual das empresas é traduzir essas normas complexas para uma linguagem mais acessível e clara, garantindo que a informação seja compreendida mesmo sob a pressão do dia a dia na produção.

Prevenção deve focar no fator humano

Para tentar frear essas estatísticas negativas, novas metodologias de prevenção estão focando no comportamento humano. Além dos dados técnicos, é preciso olhar para fatores como o sono, o estresse e o cansaço dos colaboradores. Entender as dores emocionais e físicas dos funcionários ajuda a criar treinamentos muito mais eficazes e direcionados para a realidade de cada fábrica ou canteiro de obras.
Ao humanizar a segurança do trabalho, as empresas conseguem transformar a prevenção em uma linguagem comum para todos. O objetivo final é garantir que o trabalhador catarinense possa exercer suas funções com dignidade e retornar para sua casa em segurança todos os dias.

Por: Demais FM / Com informações de ND+ Notícias

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