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Impasse entre governos trava reforma da barragem de José Boiteux

A possibilidade de chuvas intensas provocadas pelo fenômeno El Niño nos próximos meses tem gerado preocupação nos moradores do Vale Norte e de todo o Vale do Itajaí. O foco das atenções está na barragem de José Boiteux, a maior do estado para controle de enchentes, que atualmente opera com limitações. Desde as cheias de 2023, uma das duas comportas da estrutura está emperrada e fechada, impedindo a operação completa do sistema de contenção.

Falta de definição sobre os recursos

O atraso no início das obras de recuperação é motivado por um impasse financeiro entre o governo de Santa Catarina e o governo federal. O custo total da reforma está estimado em cerca de 10 milhões de reais, divididos entre as duas esferas. O Estado afirma que aguarda o repasse da União para assinar a ordem de serviço, enquanto o governo federal sustenta que ainda precisa de documentos técnicos da licitação para liberar o orçamento. Diante da urgência, a Defesa Civil catarinense admite que o Estado pode acabar pagando toda a conta caso o recurso federal não seja liberado em breve.

Modernização do sistema de operação

A reforma prevista é ampla e inclui a recuperação de equipamentos mecânicos, hidráulicos e eletrônicos. Atualmente, devido a danos na casa de máquinas, as comportas precisam ser operadas manualmente com o auxílio de um caminhão hidráulico. O objetivo do novo projeto é permitir que a estrutura seja controlada de forma remota diretamente da sede da Defesa Civil em Florianópolis. Quanto à comunidade indígena local, as negociações avançaram com obras de compensação já em andamento para minimizar os impactos causados pelo barramento.

Por: Demais FM / Com informações de NSC Total

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