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Dia do chimarrão celebra tradição e cultura no Sul do Brasil

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Neste dia 24 de abril, o calendário cultural destaca uma das tradições mais enraizadas no cotidiano do Sul do país: o Dia do Chimarrão. Muito além de ser apenas uma bebida, o hábito de cevar o mate representa a identidade, a hospitalidade e os momentos de convivência, sendo uma presença constante nos lares de Santa Catarina e de toda a região.

Origem ligada aos povos indígenas

A história do chimarrão é centenária e remonta aos povos guaranis, que já utilizavam a erva-mate muito antes da colonização europeia. Eles preparavam infusões com as folhas da planta nativa para rituais e uso diário. Com o tempo, o hábito foi assimilado e difundido pelos tropeiros, que ajudaram a espalhar o consumo da erva pelo interior do Brasil e países vizinhos.

O nome chimarrão tem origem no termo espanhol cimarrón, que era usado para designar algo selvagem ou não domesticado. Essa era uma referência à forma rústica como a bebida era preparada inicialmente nas matas, antes de ganhar os acessórios que conhecemos hoje.

Simbolismo e o ritual da roda

Preparado em uma cuia com bomba metálica e água quente, o chimarrão exige técnica. A água não deve estar fervendo para não queimar a erva e preservar o sabor característico. Mais do que a técnica de preparo, existe um simbolismo forte no ato de servir, que reforça laços de amizade e confiança entre os participantes.

Um dos aspectos mais marcantes é o seu caráter coletivo. Tradicionalmente, ele é compartilhado em roda, passando de mão em mão. Existe até uma etiqueta própria: quem prepara, o chamado cevador, é o primeiro a beber e o responsável por servir os demais. A cuia deve ser devolvida sem agradecimentos formais em cada rodada, mantendo o fluxo natural da conversa.

Presença constante no cotidiano

Hoje, o chimarrão segue presente tanto no campo quanto nas cidades. Ele é o companheiro fiel nas manhãs frias, nos encontros familiares e até mesmo durante o horário de trabalho. A celebração deste 24 de abril reforça a importância de manter viva uma herança que atravessa gerações, unindo o passado indígena com o presente da nossa região.

Por: Demais FM

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