Os trabalhadores catarinenses já podem contar com um novo valor em seus contracheques após a sanção da lei que atualiza o piso salarial regional pelo governador Jorginho Mello. A medida garante remunerações que chegam a ser quase 30% maiores do que o salário mínimo nacional, beneficiando diretamente profissionais de categorias que não possuem acordos coletivos específicos ou leis federais próprias.
Ganhos acima da inflação e da média nacional
O reajuste aprovado para 2026 foi de 6,49%, o que representa um ganho real de 2,23% acima da inflação registrada no último período. Com essa atualização, Santa Catarina se consolida como o estado com o segundo maior salário mínimo do país, perdendo apenas para o Paraná. Enquanto o piso nacional está fixado em R$ 1.621, o valor inicial pago em solo catarinense é de R$ 1.842.
Segundo o governo estadual, essa valorização é fundamental para movimentar a economia local e garantir mais poder de compra para quem trabalha. A diferença em relação ao valor nacional pode chegar a R$ 485 mensais na faixa mais alta, reforçando o compromisso com a qualidade de vida do trabalhador do campo e da cidade.
Confira os valores das quatro faixas salariais
A nova legislação organiza os pagamentos em quatro níveis, dependendo da atividade econômica exercida pelo profissional. Na primeira faixa, com valor de R$ 1.842, estão incluídos trabalhadores da agricultura, pecuária, pesca, construção civil e empregados domésticos.
Já a segunda faixa fixa o mínimo em R$ 1.908 para setores como as indústrias do vestuário, calçados, papel e serviços de telemarketing. A terceira faixa, estabelecida em R$ 2.022, abrange profissionais das indústrias químicas, farmacêuticas, de alimentação e do comércio em geral.
Setores de saúde e metalurgia no topo da tabela
A quarta e última faixa salarial atinge o valor de R$ 2.106. Este montante é destinado a trabalhadores de setores como indústrias metalúrgicas, mecânicas, gráficas, processamento de dados, motoristas profissionais e empregados em serviços de saúde.
É importante destacar que todos os novos valores têm validade retroativa a 1º de janeiro de 2026. Isso significa que as empresas deverão realizar o pagamento das diferenças salariais referentes aos meses anteriores, garantindo que o trabalhador receba o ajuste acumulado desde o início do ano.
Por: Demais FM
