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Novas leis ampliam proteção a mulheres contra violência no Brasil

Foto: Shutterstock/wavebreakmedia/Site www.justicadesaia.com.br
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Mulheres de todo o país passaram a contar com leis de proteção mais abrangentes a partir desta sexta-feira (10). As novas normas, publicadas no Diário Oficial da União, tipificam crimes e ampliam a vigilância sobre agressores, atualizando a legislação sobre o tema após sanção presidencial.

Monitoramento eletrônico para agressores

Uma das novas leis altera a Lei Maria da Penha para permitir o uso de monitoramento eletrônico, como tornozeleiras, em agressores. A medida será aplicada quando houver risco iminente à vida ou à integridade física e psicológica da mulher.

A imposição da tornozeleira também será prioritária nos casos em que o agressor descumprir medidas protetivas de urgência que já haviam sido determinadas pela Justiça.

Crime de violência vicária

Outra mudança importante é a tipificação do crime de vicaricídio, também conhecido como violência vicária. A lei define como crime o assassinato de filhos ou parentes com o objetivo de punir ou causar sofrimento extremo à mulher.

A legislação prevê uma pena de 20 a 40 anos em regime fechado. A pena pode ser aumentada se o crime for cometido na presença da mulher, contra crianças, adolescentes, idosos ou pessoas com deficiência, ou em descumprimento de medida protetiva.

Proteção a mulheres indígenas

Também foi sancionada a lei que cria o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, que será lembrado anualmente em 5 de setembro. Todas as medidas entram em vigor imediatamente.

Por: Demais FM / Com informações de Agencia Brasil

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