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Oito em cada dez famílias brasileiras estão endividadas, aponta pesquisa

Pessoa preocupada olhando para contas e uma calculadora, representando o endividamento das famílias.
Foto: Adobe Stock

O endividamento das famílias brasileiras atingiu um novo recorde em fevereiro, expondo a dificuldade financeira enfrentada por milhões de pessoas. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 80,2% dos lares declararam ter algum tipo de dívida, o maior índice desde o início da série histórica em 2010.

Juros altos e cartão de crédito são os vilões

O levantamento também aponta que a dificuldade não está apenas em contrair crédito, mas principalmente em quitá-lo. O ambiente de juros altos torna a amortização das dívidas um desafio, empurrando muitas famílias para um ciclo vicioso. O cartão de crédito continua sendo o principal vilão, sendo a modalidade de dívida de 85% das famílias, muitas vezes com juros rotativos que aceleram o crescimento do débito.

Além disso, a inadimplência voltou a subir. Cerca de 29,6% dos entrevistados afirmaram ter contas em atraso, e quase metade desses (49,5%) já possuía pendências há mais de 90 dias, o que indica um problema financeiro persistente e de difícil solução.

Impacto desigual entre as classes sociais

Embora o endividamento tenha crescido entre as famílias de renda mais alta, a inadimplência castiga com mais força os lares de baixa renda. No grupo com rendimento de até três salários mínimos, 38,9% tinham contas em atraso. Desses, 18,6% declararam não ter condições de pagar suas dívidas, mostrando que o peso do sufoco financeiro é muito mais cruel para os mais pobres.

O cenário macroeconômico agrava a situação. Com a taxa Selic em 14,75% ao ano, o custo dos empréstimos e parcelamentos permanece elevado. Somam-se a isso as incertezas fiscais do governo e a pressão externa, como a alta do petróleo, que impacta diretamente os preços de combustíveis e alimentos, corroendo ainda mais o poder de compra da população.

Por: Demais FM / Com informações do portal DMA Notícias

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