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Césio-137: Netflix ignora conselho de cultura de Goiânia após cobrança sobre série

Foto: Yoshioka / Netflix

A minissérie “Emergência Radioativa”, que retrata o acidente radiológico com Césio-137 ocorrido em Goiânia em 1987, estreou na Netflix gerando um impasse. O Conselho Municipal de Cultura da cidade criticou a decisão de gravar a maior parte da produção em São Paulo e, agora, o presidente do conselho revelou que a plataforma de streaming não deu retorno sobre a cobrança.

Silêncio da plataforma gera críticas

Lançada em 18 de março, a produção foi filmada principalmente em cidades da Grande São Paulo, como Osasco e Santo André. “Não tivemos retorno oficial [da Netflix]”, afirmou Edson Fernandes, presidente do Conselho Municipal de Cultura de Goiânia, em entrevista ao Metrópoles.

Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137
Foto: Reprodução / Agência Internacional de Energia Atômica

Para ele, a falta de comunicação foi um problema. “Do ponto de vista moral e respeitoso, deveria ter tido um diálogo maior com os representantes da nossa cultura goianiense”, completou Fernandes, que defende a valorização dos artistas e da infraestrutura local.

Carta aberta destaca a memória local

Ainda em setembro do ano passado, o conselho divulgou uma carta aberta à Netflix com o tema “Por que Goiânia precisa estar no centro dessa história”. No documento, a entidade argumenta que o episódio é parte da memória viva da cidade e de seu povo.

“Contar essa história sem olhar para o lugar onde ela realmente aconteceu é retirar dela a verdade mais profunda: a memória do povo que a viveu”, diz um trecho do comunicado. A carta reforça que a cidade possui todas as condições para receber uma produção desse porte, movimentando a economia e fortalecendo a cultura local.

Por: Demais FM / Com informações de Metrópoles

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