A safra de pinhão de 2026 deve ser cerca de 35% menor no Oeste de Santa Catarina em comparação ao ano anterior. O fruto, que é uma importante fonte de renda e um símbolo cultural para agricultores de municípios como Ponte Serrada, sentiu os efeitos do ciclo natural da araucária e das instabilidades climáticas.
Apesar da previsão de uma colheita menor, a atividade segue sendo fundamental para o sustento de muitas famílias, especialmente no período de entressafra, entre as colheitas de verão e de inverno.
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Clima e ciclo natural influenciam a safra
Segundo Jaqueline Cristina do Amaral, engenheira agrônoma da Epagri de Ponte Serrada, a queda na produção é explicada por dois fatores principais. O primeiro é o ciclo da própria planta.
“A araucária tem um ciclo longo. Quando um ano é muito produtivo, como foi o anterior, é natural que no seguinte haja uma redução, porque a planta está se preparando para o próximo ciclo”, explica a extensionista.
Além disso, o clima impactou fases decisivas da produção. “Tivemos excesso de chuva no período de polinização, no fim do ano, o que prejudicou a fecundação. E, em janeiro, a estiagem atingiu justamente a fase de formação do pinhão”, completa Jaqueline.
Qualidade como diferencial da região
Embora não seja a maior produtora em volume, a região de Ponte Serrada se destaca pela qualidade do pinhão. A altitude, que chega a 1.200 metros, e o solo argiloso, com minerais distintos da serra catarinense, podem influenciar na coloração e no sabor do produto.
A colheita oficial do pinhão começa no dia 1º de abril, data a partir da qual a venda é liberada. A Epagri também atua em pesquisas para o melhoramento genético, buscando desenvolver araucárias de menor porte para facilitar o manejo e a colheita no futuro.
Por: Demais FM / Com informações da Epagri
