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Relatório do SindiTabaco aponta para a sustentabilidade e renda no setor de fumo

Foto Divulgação

Publicação institucional detalha os resultados de 2025 e reforça a importância econômica e as práticas sustentáveis da cadeia produtiva do tabaco.

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) divulgou seu relatório institucional de 2026, com o tema “Tabaco: Renda e Futuro”. O documento reúne dados atualizados sobre o setor no Brasil e destaca as principais iniciativas voltadas para a sustentabilidade econômica, social e ambiental.

Cristina Severgnini Institucional 2026

A publicação reforça o papel estratégico do setor no agronegócio brasileiro, detalhando o desempenho das vendas externas em 2025 e as ações de fortalecimento do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT), que conecta indústrias e produtores.

Exportações

Liderança nas exportações

O Brasil mantém a liderança mundial nas exportações de tabaco há 32 anos. Em 2025, o país exportou mais de 500 mil toneladas, gerando R$ 3,39 bilhões em divisas, um recorde para o setor. Segundo o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, a competitividade brasileira está diretamente ligada à sustentabilidade e à qualidade do produto.

Renda para o agricultor

Um dos principais destaques do relatório é o alto potencial de geração de renda em pequenas áreas. Um levantamento da Afubra mostra que para um agricultor obter a mesma renda de um hectare de tabaco, seria necessário plantar 7,53 hectares de soja ou 6,58 hectares de milho. Dados da safra 2024/25 indicam que o fumo ocupou 21,4% da área da propriedade, mas representou 58,3% da receita bruta do produtor.

Renda por hectare

Sustentabilidade em foco

O relatório também aborda as práticas de preservação ambiental. Hoje, quase um quarto das áreas das propriedades produtoras é composto por cobertura florestal, resultado de décadas de incentivo ao plantio de eucalipto para abastecer as estufas de secagem. O setor também se destaca no programa de logística reversa de embalagens de agrotóxicos, sendo responsável por quase metade dos roteiros de coleta no país.

Uso de defensivos

Além disso, uma parceria com a Embrapa, através do programa Solo Protegido, busca ampliar as boas práticas de manejo e conservação do solo e da água nas lavouras. O setor também investe em inovação para reduzir o uso de defensivos agrícolas, garantindo um diferencial competitivo no mercado internacional.

Por: Demais FM / Com informações de SindiTabaco

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