Governos de perfil conservador ou de centro-direita têm ampliado sua presença no cenário político internacional, ocupando espaços em diferentes continentes. O fenômeno indica um reposicionamento ideológico que pode influenciar as relações internacionais nos próximos anos.
Cenário na Europa e Ásia
Na Europa, a Itália é governada por Giorgia Meloni, que representa uma liderança conservadora. A Áustria também possui um governo com orientação de centro-direita, enquanto no Japão, a política nacional segue ancorada em partidos de perfil conservador. Além disso, em países como França e Espanha, partidos com essa mesma orientação têm registrado crescimento em pesquisas eleitorais.
Mudanças nas Américas
O cenário também apresenta mudanças significativas nas Américas. Nos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump, do partido Republicano, retornou ao governo. Na América Central, El Salvador adotou uma administração com forte foco em segurança pública e pautas conservadoras, enquanto regimes como o de Cuba enfrentam crises estruturais.
Na América do Sul, a Argentina elegeu Javier Milei, que implementa uma agenda de reformas liberais. No Chile, José Antonio Kast também representa uma mudança no comando político do país, assim como o Equador, que segue uma linha de maior rigor no combate à criminalidade.
Novas prioridades do eleitorado
Analistas políticos apontam que, nesse contexto, articulações de esquerda que tiveram forte influência no passado, como o Foro de São Paulo, já não possuem a mesma capacidade de articulação. Da mesma forma, pautas identitárias, por vezes chamadas de “agenda woke”, também enfrentam maior resistência em diversos países, o que pode refletir uma mudança nas prioridades do eleitorado para temas como economia e segurança pública.
A reconfiguração política ocorre enquanto muitas dessas nações enfrentam profundos desafios econômicos e sociais.
Por: Demais FM / Com informações de DMA Notícias
